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Biocombustíveis: Unica pede ao G-8 postura de longo prazo

São Paulo, 07 - A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) e outras três entidades representativas dos produtores de etanol enviaram hoje uma carta aos líderes dos países que integram o G-8 (os sete países mais ricos e a Rússia) com uma declaração sobre a importância dos biocombustíveis em um momento de forte alta do preço do petróleo. As entidades apontam que os combustíveis alternativos podem ajudar a reduzir a demanda por óleo e a forte alta das cotações.

Agência Estado |

Ao lado da Associação de Combustíveis Renováveis do Canadá (CRFA), Associação de Bioetanol Combustível da Europa (eBio) e Associação de Combustíveis Renováveis dos Estados Unidos (RFA), a Unica cobra "posturas de longo prazo" em relação aos biocombustíveis.

No texto, as entidades ressaltam o aumento sem precedentes do preço do petróleo, as expectativas de continuidade da alta das cotações e a influência desse movimento no preço dos alimentos. Quanto à crise dos alimentos, as entidades ressaltam também a influência dos problemas climáticos, o aumento da demanda por comida na Ásia, a desvalorização do dólar e a especulação envolvendo as commodities no mercado financeiro. Em menor grau, a carta cita o aumento da produção dos biocombustíveis como possível fator de influência no preço dos produtos agrícolas. A carta lembra que muitas entidades nas Nações Unidas já admitiram o impacto limitado do aumento da produção dos biocombustíveis nos alimentos.

"Nos 200 anos em que o mundo vem utilizando combustíveis fósseis, nunca se viu o tipo de cobrança e o nível de expectativas que hoje estão sendo impostas aos biocombustíveis. Nunca ninguém cobrou a sustentabilidade do petróleo. Podemos cobrar tudo dos biocombustíveis, porém sem esquecer que, até este momento, com a tecnologia disponível, eles são a única alternativa real que temos para reduzir nossa dependência nos combustíveis fósseis", escreveu o presidente da Unica, Marcos Jank.

A produção de etanol a partir da cana-de-açúcar é citada pelas entidades como um bom exemplo para a produção do biocombustível em larga escala. As entidades afirmam ainda que "se um dos objetivos dos líderes do G8 é auxiliar na saúde econômica de longo prazo e na segurança energética, então os biocombustíveis precisam fazer parte da estratégia".

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