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Bilionário aposta em infra-estrutura no País

O belga Dimitri Pauwels é uma espécie de consultor do grupo Virgin para a América Latina. Ele é o homem responsável por encontrar oportunidades de negócios na região para o bilionário inglês Richard Branson.

Agência Estado |

Oficialmente, Branson nunca veio ao Brasil - embora seus executivos não deixem muito claro se ele já visitou ou não o País alguma vez na vida -, mas nos últimos meses parece ter descoberto a região.

Recentemente, durante o Forum Humanitário Global, em Genebra (Suíça), o controlador da Virgin Atlantic Airways disse ao Estado que pretende abrir uma companhia aérea no País. "O Brasil é um mercado muito dinâmico e não demos atenção suficiente no passado. Sabemos que há um grande espaço para crescer diante das dimensões do País e da necessidade do desenvolvimento do setor aéreo para o próprio crescimento brasileiro", afirmou Branson na ocasião.

Pauwels confirma o interesse do grupo, mas não acredita que haja espaço para quatro competidores na aviação tradicional. "Até a entrada de David Neeleman (dono da companhia americana de baixo custo, a JetBlue, e fundador da Azul, que deve entrar em operação no Brasil no próximo ano), havia espaço", diz o consultor "Hoje não sei se cabem quatro competidores no mercado brasileiro.

O homem de Branson vê oportunidades no transporte aéreo de cargas e em empresas aéreas que façam vôos entre os países da América Latina.

Na sua viagem ao Brasil, o consultor sentiu na pele a falta de infra-estrutura na região. Quando quis comprar uma passagem de São Paulo para Buenos Aires, onde vive parte da sua família, ele teve uma surpresa: só encontrou uma opção de vôo, que fazia escala em Dallas, nos Estados Unidos. "É um absurdo. Buenos Aires é muito perto de São Paulo. Com a privatização da Aerolíneas Argentinas, o número de vôos caiu muito", diz. "Existe o desejo do grupo em investir em aviação, mas não existe nada concreto ainda. A única coisa concreta até agora é o etanol."

Pauwels diz que o grupo Virgin está interessado em infra-estrutura de maneira geral. Hotelaria é um dos exemplos citados por ele. "Acho que São Paulo tem poucas opções de hotéis. Tem Fasano, Emiliano e Unique, que são pequenos", diz. "Eu acho que existem oportunidades fenomenais para muitas pessoas. É impressionante ver como o Brasil e muitos outros países da América Latina estão se transformando. A economia brasileira está desenvolvida, estável e tem uma enorme população consumindo."

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