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Biden afirma que economia dos EUA está muito pior que o imaginado

Washington, 20 dez (EFE) - O vice-presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a economia americana se encontra em muito pior estado do que pensava, por isso, acrescentou, é necessário um plano de estímulo para evitar um desastre, disse hoje a imprensa local. Na primeira entrevista após as eleições de 4 de novembro, Biden disse ao apresentador George Stephanopoulos, da emissora ABC, que cada pessoa com a qual falou concorda com os principais economistas. Tem que haver um investimento de verdade, sejam US$ 600 bilhões, US$ 700 bilhões, um valor que ninguém teria cogitado há um ano, acrescentou. Na entrevista, que será exibida amanhã, mas da qual já foram divulgados trechos hoje, Biden assegurou que a economia se encontra em muito pior estado do que pensava. O plano de estímulo, assegurou, é necessário para impedir que a economia afunde totalmente. É o único caminho a curto prazo, insistiu.

EFE |

O ainda senador por Delaware explicou que o presidente eleito, Barack Obama, e sua equipe se encontram completamente centrados em elaborar esse plano de estímulo, que terá como base o investimento em infra-estrutura, tecnologia e fontes de energia alternativas para criar ou manter 2,5 milhões de postos de trabalho.

O resto das metas do futuro Governo, assegurou Biden, ficará sujeita a como a economia se comportará.

"Como próximo Governo, a coisa mais importante que temos que fazer é estancar a hemorragia e começar a diminuir as perdas de emprego" que ocorrem atualmente, sustentou.

Obama, que assume o cargo no dia 20 de janeiro, assegurou que será necessário um plano de estímulo "ousado" para resgatar a economia, uma tarefa que considera "assustadora" e que, em sua opinião, pode durar "anos, mais que meses".

Em outras partes da entrevista, Biden assegurou que sua esposa, Jill, continuará trabalhando como professora universitária quando o novo Governo tiver tomado posse, e explicou que vários centros na área de Washington entraram em contato com ela.

"Acho que é muito importante que tenha e mantenha sua própria vida e sua própria identidade", afirmou o vice-presidente eleito, que acrescentou que, além disso, sua esposa "será muito ativa" no papel de "segunda-dama" dos Estados Unidos.

O senador ainda não renunciou à sua cadeira, mas assegurou que não tem a intenção de continuar ocupando o cargo até 20 de janeiro.

Se não renunciou até agora, explicou, foi por causa da possibilidade de ter de votar medidas no Senado, como o plano de resgate às montadoras -que acabou fracassando no Congresso-, onde um só voto teria sido decisivo. EFE mv/db

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