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As remessas para a América Latina e o Caribe caíram em 2008, pela primeira vez na década, em conseqüência da desaceleração econômica nos Estados Unidos e na Espanha, da inflação e da desvalorização do dólar, anunciou o Banco Interamericano de Desenvolvimento nesta quarta-feira.

O total de remessas para a região chegará a 67 bilhões de dólares, mantendo o volume praticamente estável em relação aos 66,5 bilhões de dólares enviados em 2007.

"Na verdade, corrigido pela inflação, o montante deste ano ficará 1,7% menor que o do ano passado", indica o comunicado do Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin), que pertence ao BID.

Desde 2000, quando o Fomin começou a monitorar as remessas, o volume enviado apresentou apenas taxas de crescimento de dois dígitos.

Os dados são obtidos a partir das balanças de pagamentos de nove bancos centrais na América Latina, pertencentes aos países que recebem 88,5% do dinheiro enviado pelos milhões de imigrantes latino-americanos.

"Segundo números do censo americano, as taxas de desemprego para pessoas origem latino-americana são mais elevadas que as do resto da população", destaca o texto.

"No entanto, mesmo com essa mudança de tendência, as remessas para a América Latina e o Caribe ainda superam em volume toda a cooperação externa e o investimento estrangeiro direto na região", destaca o Fomin, afirmando que essas remessas se mantêm mais estáveis do que muitos fluxos de dinheiro.

"As pessoas que já estão no estrangeiro se adaptarão, buscando novos empregos ou reduzindo seus gastos para continuar mandando dinheiro para suas famílias", concluiu o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.

jz/ap/LR

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