Os governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apreciam uma proposta de aumento de US$ 150 bilhões a US$ 180 bilhões para o capital ordinário do banco multilateral de fomento a projetos sociais e de infraestrutura para a região da America Latina e para o Caribe. Segundo anunciou hoje o presidente da comissão, o ex-ministro do Peru Pedro Pablo Kuczynski, o capital ordinário do BID seria elevado dos atuais US$ 100 bilhões para algo entre US$ 250 bilhões e US$ 280 bilhões.

A proposta foi apresentada por uma comissão formada há três meses para avaliar as perspectivas futuras do banco.

"Diante da elevada redução no acesso aos mercados de capitais e do aumento da desaceleração econômica na região é imprescindível elevar o nível de empréstimos do BID, tanto por meio de seu capital ordinário, como em seus empréstimos concessionários aos países mais pobres, por meio do Fundo de Operações Especiais (FOE)", disse Kuczynski.

Kuczynski acrescentou, entretanto, que este aumento, "que parece grande, é muito modesto, levando-se em consideração a inflação acumulada desde a última elevação, há 15 anos". Segundo ele, o aumento de capital proposto pela comissão também perde importância em tamanho quando comparado à elevação anterior, quando "os mercados de capitais davam aos países somas muito consideráveis e que agora se reduziram".

A comissão é formada também pelo ex-ministro da Fazenda do Brasil Antonio Palocci; pelo ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Michel Camdessus; pelo vice-presidente do Fed, Roger Fergusson; pelo ex-secretário da Fazenda do México Francisco Gil Diaz; e pelo presidente do Bancolombia, Jorge Londoño.

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