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BID e outras entidades colocam US$ 10,7 bi à disposição da América Latina

César Muñoz Aceves. Washington, 13 out (EFE) - O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Corporação Andina de Fomento (CAF) e o Fundo Latino-americano de Reservas (Flar) anunciaram hoje que colocarão à disposição dos Governos da América Latina pelo menos US$ 10,7 bilhões para ajudar a combater a crise financeira. Além disso, o Banco Mundial (BM) informou que está disposto a dobrar seus empréstimos para a luta contra a pobreza na América Latina, que este ano chegaram a US$ 5 bilhões, como uma forma de amenizar os efeitos da crise. Estamos reagindo até o limite do que podemos fazer. Aqui, pomos tudo o que temos à disposição, disse em entrevista coletiva o presidente do BID, Luis Alberto Moreno.

EFE |

O órgão fornecerá a maioria dos fundos para o combate à crise no terreno financeiro, US$ 6 bilhões, enquanto a CAF disponibilizará US$ 2 bilhões e o Flar outros US$ 2,7 bilhões, segundo os diretores, reunidos em Washington.

A iniciativa responde aos apelos de países latino-americanos, que vêem com preocupação a falta de liquidez nos mercados e a aversão ao risco dos investidores, o que provocou uma fuga do capital estrangeiro.

As entidades responderam em questão de dias com sua oferta extraordinária de fundos, que se somará a uma alta dos orçamentos para empréstimos normais em 2009.

Os Governos latino-americanos não têm uma necessidade imperiosa, por enquanto, de obter financiamento externo, mas as empresas desses países se ressentirão imediatamente do fechamento da torneira do capital estrangeiro, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O dinheiro do BID, canalizado no chamado Programa de Liquidez para o Sustento do Crescimento, será destinado a capitalizar os bancos, de modo que não sejam obrigados a cortar as linhas de crédito às empresas.

"Esta foi a maior iniciativa do BID deste tipo em quase 50 anos", disse Moreno. Inicialmente, a instituição limitará o acesso a esse fundo a US$ 500 milhões por país.

Além desse programa, em 2009 o BID pretende aprovar empréstimos para projetos sociais na América Latina no valor de US$ 12 bilhões, o que significaria um aumento de 20% em relação ao ano passado.

O Banco Mundial, por sua parte, ofereceu canalizar "rapidamente" fundos novos a programas de empréstimos já estabelecidos com os países da região, de modo que se mantenham os lucro sociais dos últimos anos, explicou uma fonte do organismo.

Alguns países já pediram ao BM ajuda adicional, em vista da piora do entorno externo, com uma queda dos envios de dinheiro, dos preços das matérias-primas e da demanda por produtos latino-americanos em geral.

O terremoto no sistema financeiro dos países desenvolvidos eliminou algumas das linhas de crédito à exportação, pois os investidores se tornaram "alérgicos" ao risco ou simplesmente porque os bancos que as ofereciam entraram em colapso, explicou o presidente-executivo da CAF, Enrique García.

A Corporação usará US$ 2 bilhões para garantir que os bancos latino-americanos tenham fundos suficientes para preencher esse vazio.

Por último, o Fundo Latino-americano de Reservas está disposto a aumentar, nos próximos meses, em US$ 2,7 bilhões sua linha de crédito atual, dos US$ 1,8 bilhão, para bancos centrais da região que tenham problemas no balanço de pagamentos.

Os recursos anunciados hoje não servirão para a intervenção nos mercados cambiais, esclareceu o BID. EFE cma/db

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