Cancún - Os presidentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) alcançaram um consenso esta madrugada para aumentar o capital do organismo em US$ 70 bilhões e cancelar a dívida de US$ 491 milhões do Haiti.

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Assim o anunciou oficialmente passada a meia-noite o ministro da Fazenda colombiano e presidente rotativo da Assembleia de governadores do BID, Oscar Zuluaga.

Os 48 parceiros do BID acertaram, além disso, que o capital pago será de US$ 1,7 bilhão.

A decisão deverá ser submetida nesta terça-feira à votação durante a reunião plenária da Assembleia do organismo em Cancún (México).

O acordo entre os parceiros aconteceu após um longo dia de negociações durante a qual os Estados Unidos, o parceiro do BID com 30% do capital, manteve uma dura queda-de-braço.

Washington tinha proposto, inicialmente, que o aumento de capital fosse de US$ 60 bilhões e que o capital pago fosse de US$ 1,5 bilhão.

O resto é capital exigível que os parceiros se comprometem a apresentar em caso de necessidade.

A delegação americana, liderada pela subsecretária do Tesouro para mercados internacionais e desenvolvimento Marisa Lago, propôs também condições de transparência e requisitos para os projetos ambientais controvertidos entre os outros países membros.

O BID concedeu no ano passado empréstimos recorde no valor de US$ 15,5 bilhões e alertou que se não arrecadar fundos adicionais teria que reduzir essa soma para cerca de US$ 7 bilhões anuais.

Se conseguir amanhã, segundo o previsto, a aprovação formal dos governadores do BID, a atual ampliação se transformará na nona na história da entidade e a primeira desde 1994.

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