O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu hoje um controle constante da inflação e disse que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "bater duro" nos índices. "A inflação sempre preocupa, sempre é problema.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, defendeu hoje um controle constante da inflação e disse que a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "bater duro" nos índices. "A inflação sempre preocupa, sempre é problema. Tem que vigiar e lembrar que a orientação do governo e a determinação do presidente Lula é bater duro na inflação", disse Bernardo, ao comentar o relatório trimestral da inflação, divulgado hoje pelo Banco Central. <p><p>Ao ser questionado se "bater duro" significaria subir juros, Bernardo respondeu: "Não disse isso. Disse que temos que vigiar muito. Se for essa a única alternativa, então tem que ser feita. Agora, não sei se é a única alternativa", disse Bernardo, na cerimônia de posse dos novos ministros, no Palácio do Itamaraty.<p><p>Sobre o Plano Nacional de Banda Larga, o ministro disse que o governo ainda não decidiu que empresa fará a gestão do programa, mas que essa decisão deverá ser tomada no próximo mês, quando Lula vai se reunir com os ministros envolvidos no assunto. Bernardo defendeu a necessidade de um programa que garanta o acesso aos serviços de banda larga a um preço "condizente". "A situação que temos hoje é ruim. O serviço custa caro", disse Bernardo, afirmando que para ter uma conexão em banda larga é preciso gastar R$ 150. <p><p>"Agora, se esse plano vai ser feito através de uma reativação da Telebras ou dos Correios, para nós não é um problema ideológico, não é uma coisa que obrigatoriamente tem de ser feita desse jeito", disse Bernardo, referindo-se à possibilidade de os Correios terem ganhado força nas últimas semanas para gerir o Plano de Banda Larga. Ele disse que o presidente tem dito que se o mercado der conta de oferecer internet a R$ 30 em todo o Brasil, o problema estaria resolvido. Ele negou que deva assumir a condução do programa, com a saída da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
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