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Bernardo: déficit em conta corrente não é irreversível

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, disse hoje que o déficit de US$ 17,4 bilhões em conta corrente registrado no primeiro semestre deste ano, divulgado ontem, não é uma tendência irreversível. Houve um aumento no volume de remessas das empresas multinacionais que talvez tenham enviado dinheiro para socorrer as matrizes.

Agência Estado |

É preciso olhar com atenção (esses resultados), mas estou convencido que não é uma tendência irreversível", disse. O déficit acumulado na conta corrente do balanço de pagamentos do País com o exterior no período é o pior resultado de toda a série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.

O envio de lucros e dividendos do Brasil para o exterior quase dobrou no primeiro semestre de 2008, em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados ontem pelo BC mostram que as remessas somaram US$ 18,993 bilhões nos seis primeiros meses do ano, um valor 93,67% maior que o registrado em igual período de 2007.

Em entrevista após palestra no Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), o ministro citou, além das remessas de lucros, o aumento das importações como outro fator responsável pelo déficit em conta corrente. Confiante, ele disse que as medidas de incentivo às exportações recentemente tomadas pelo governo vão elevar as vendas externas diminuindo a pressão da balança comercial sobre a conta corrente.

Câmbio

Bernardo afirmou que a taxa de câmbio no País está gerando problemas para setores intensivos em mão-de-obra, mas ressaltou que esse é um problema de difícil resolução na atual conjuntura. "A saída mais penosa e difícil de resolver é a questão do câmbio. Tentar fazer uma equação para melhorar a relação dólar/real dificilmente seria bem-sucedida e teríamos custos difíceis de calcular."

O ministro disse que setores como calçados e têxteis, que têm sido mais afetados pelo câmbio, já têm mostrado alguns sinais de reação. "Temos que procurar resolver isso com desoneração de tributos e encargos", afirmou.

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