O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que vai recomendar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o veto ao reajuste de 7,71% para aposentadorias acima de um salário mínimo e ao fim do fator previdenciário, aprovados ontem à noite no plenário da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, o aumento adicional das aposentadorias, que depende ainda de votação do Senado, significa um acréscimo de R$ 30 bilhões nas contas da Previdência nos próximos cinco anos.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que vai recomendar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o veto ao reajuste de 7,71% para aposentadorias acima de um salário mínimo e ao fim do fator previdenciário, aprovados ontem à noite no plenário da Câmara dos Deputados. Segundo o ministro, o aumento adicional das aposentadorias, que depende ainda de votação do Senado, significa um acréscimo de R$ 30 bilhões nas contas da Previdência nos próximos cinco anos.

"Vou levar a minha opinião ao presidente para vetar os dois projetos. O governo tem deixado claro a preocupação com a sustentabilidade do INSS", afirmou o ministro. Ele admite que o veto é uma decisão impopular. "É uma coisa complicada". Mas, segundo ele, é preciso ter clareza de que não se pode aprovar tudo só porque é um ano eleitoral.

Para Paulo Bernardo, o governo não pode deixar um "abacaxi" para a próxima gestão, seja ela da oposição ou não. O ministro disse ainda que, se houver o veto, ele não será uma traição ao eleitor. Pelo contrário, segundo ele, a aprovação de medidas que tornem o INSS insustentável é que seria "enfiar a faca no eleitor". O ministro Paulo Bernardo participou hoje do lançamento do Censo 2010, que terá início a partir de agosto.

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