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Bernardo: crítica de Tasso sobre Petrobras é infundada

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje que as críticas do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aos financiamentos tomados pela Petrobras junto à Caixa Econômica Federal são infundadas. Gostaria de saber por que (o senador) está criticando.

Agência Estado |

A Petrobras é a maior empresa do Brasil, fez um empréstimo em condições normais de mercado e queria saber qual o motivo da crítica", comentou. "A oposição está meio sem discurso, e às vezes começa a inventar discurso para suprir essa deficiência sem analisar o que aconteceu. A empresa tem um peso enorme nos investimentos do Brasil e a Caixa é um banco. Acho estranho esse tipo de crítica. Para mim, sinceramente, é falta de conversa."

Questionado se a Petrobras enfrenta dificuldades de caixa para tomar empréstimos de bancos, o ministro foi categórico: "A Petrobras tem problema de caixa o tempo todo. Neste ano vai investir cerca de US$ 60 bilhões e, no ano que vem, será muito mais. Só para o pré-sal vai precisar de aproximadamente US$ 60 bilhões (no horizonte de 10 a 12 anos). É um enorme problema de caixa, mas nós vamos resolvendo", afirmou.

Segundo o ministro, é estranho que algumas pessoas fiquem escandalizadas quando uma empresa como a Petrobras atua para manter seus investimentos. "Seria estranho se (a empresa) não estivesse agindo para investir". Ele ressaltou que exatamente num momento de desacelaração econômica mundial, o governo e os empresários têm de trabalhar ainda mais para estimular a ampliação da Formação Bruta de Capital Fixo (que se refere aos investimentos), a geração de empregos e o aumento da renda da população. "O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) de certa forma será uma âncora para que a economia não registre um recuo forte. Vamos manter o PAC e apoiar a atividade produtiva de maneira geral", comentou.

Inflação

Bernardo disse também que para o governo o combate à inflação é uma preocupação permanente. Após participar de evento em São Paulo, o ministro foi perguntado se o Banco Central (BC) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 9 e 10 de dezembro, deveria priorizar o crescimento da economia em detrimento da inflação. Em resposta, ele afirmou que o combate à inflação é prioridade. "O presidente Lula acha que temos de bater duro na inflação sempre. O Banco Central sempre tem que ter preocupação com inflação, mantê-la controlada", disse.

O ministro afirmou que o governo quer que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça por volta de 4% no próximo ano e, para isso, já está adotando medidas de estímulo à atividade.

Sobre a atuação da política monetária para incentivar o crescimento do País, Bernardo destacou que o BC tem autonomia para decidir como administrar a taxa de juros nesse momento. "Certamente os diretores do Banco Central na reunião vão avaliar e pesar as duas vertentes importantes (inflação e crescimento) para tomar a melhor decisão".

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