O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou hoje, em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento no Congresso, que vê uma espécie de sinistrose em algumas avaliações catastróficas sobre os efeitos da crise internacional no Brasil. Parece que há, por parte de alguns, uma indisfarçada torcida pela crise.

Os mesmos que torceram no início do governo pela inflação e depois pelo apagão agora se agarram à crise", disse o ministro, em alusão a um pretenso viés eleitoral e político por trás de algumas avaliações.

De acordo com Paulo Bernardo, a crise não é recente, já existe há pelo menos um ano, e o Brasil vinha se saindo bem economicamente, apesar dela. Ele reconhece que os recentes episódios acentuaram a crise de liquidez e que, diante disso, não se pode sonhar em não sofrer efeitos. Mas pode-se tentar minimizá-los, segundo o ministro.

Paulo Bernardo afirmou ainda que o governo tomou as principais medidas para se prevenir da crise há seis anos, quando começou a mudar o perfil da dívida pública, antes indexada ao dólar, e ampliar as reservas cambiais. Além disso, ressaltou que o governo, na fase mais aguda da crise atual, está tomando medidas para garantir a liquidez da economia.

"Não podemos ficar ouvindo só as 'Cassandras', como se o mundo fosse acabar amanhã. O mundo não vai acabar amanhã", disse Paulo Bernardo.

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