O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, sinalizou hoje que não está inclinado a elevar a taxa básica de juros americana, atualmente em 2% ao ano, por prever diminuição das pressões sobre os preços. Mesmo assim, ele observou que as condições para os preços são altamente incertas.

"As autoridades do Fed apostam que a estabilidade dos preços das matérias-primas (commodities), junto ao menor crescimento global e manutenção do controle sobre as expectativas de inflação irão eventualmente reduzir a pressão sobre os preços", disse Bernanke na abertura de sua apresentação no simpósio anual Jackson Hole do Fed de Kansas City.

Para ele, a queda recente dos preços das commodities, assim como a maior estabilidade do dólar, são sinais encorajadores. "Se não forem invertidos, esses fatores, junto ao ritmo de crescimento, que deve ficar abaixo do potencial por algum tempo, levará à moderação da inflação ao fim deste ano e no próximo", observou Bernanke.

Porém, o presidente do Fed afirmou que a autoridade monetária "irá agir se necessário" para garantir que os preços fiquem sob controle.

Turbulência financeira

Bernanke afirmou que as autoridades monetárias globais "continuam focadas" em reduzir os riscos à economia mundial e aos mercados financeiros. Segundo ele, a turbulência financeira, que atingiu força de "tempestade" dias antes do simpósio Jackson Hole do ano passado, não diminuiu e que seus efeitos sobre toda a economia americana se torna aparente, enfraquecendo a atividade econômica e elevando o nível do desemprego nos EUA.

Bernanke disse ainda que as autoridades monetárias precisam considerar maneiras de melhorar a infra-estrutura financeira, entre as várias opções de operações com ativos. As informações são da Dow Jones.

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