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Bernanke pede ação do Congresso para evitar problemas à economia

SÃO PAULO - O presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, pediu nesta terça-feira que o Congresso americano atue com urgência para estabilizar a situação nos mercados financeiros e evitar sérias consequências para o setor e para a economia americana. No fim de semana, os congressistas receberam a proposta do governo americano para resgatar o sistema financeiro.

Valor Online |

"Apesar dos esforços do Federal Reserve, do Tesouro e de outras agências, os mercados financeiros globais permanecem sobre forte estresse", declarou para o Comitê de Assuntos Bancários do Senado americano.

Bernanke reforçou que o Fed apóia a proposta do Tesouro dos EUA de comprar ativos ilíquidos de instituições financeiras. Comprar ativos ruins criará liquidez, notou o titular do banco central americano, e diminuirá a incerteza do investidor.

"Remover esses ativos dos balanços das instituições ajudará a restaurar a confiança nos mercados financeiros e possibilitará que bancos e outras entidades levantem capital e ampliem o crédito para apoiar o crescimento econômico", destacou.

O presidente do Fed lembrou que a economia dos Estados Unidos continua confrontando grandes desafios, incluindo a debilidade no mercado de trabalho e inflação elevada. Acrescentou que o estresse nos mercados financeiros tem sido alto e que se intensificou recentemente. "Se as condições financeiras não melhorarem por um longo período, as implicações para a economia como um todo podem ser adversas", observou Bernanke.

Um dos principais fatores por trás de condições mais restritas nos mercados financeiros é a situação no mercado imobiliário. "Na esfera financeira, a queda nos preços das casas e o aumento na taxa de inadimplência das hipotecas levou a perdas em muitas instituições financeiras, perdas apenas parcialmente compensadas pela obtenção de dinheiro novo", destacou.

Com o avanço das dúvidas sobre a saúde das instituições financeiras, deterioraram-se mais os ativos relacionados com hipotecas e a atividade econômica enfraqueceu, completou. Sob grande pressão, ficaram as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, o banco de investimentos Lehman Brothers e a seguradora AIG.

Bernanke lembrou que a Fannie Mae e a Freddie Mac sofreram intervenção do governo, o Lehman Brothers pediu neste mês proteção contra credores e o Fed teve de emprestar recursos para a AIG. Sobre esta última empresa, ele voltou a citar que a ação da autoridade monetária americana foi tomada tendo em vista que uma quebra desordenada da AIG "poderia ameaçar severamente a estabilidade financeira global e, conseqüentemente, o desempenho da economia dos EUA".

"No caso do Lehman Brothers, o Fed e o Tesouro declinaram em comprometer recursos públicos para apoiar a instituição. O colapso do Lehman representou riscos, mas os problemas no banco já eram conhecidos há algum tempo e os investidores claramente reconheceram que o colapso da empresa era possível. Assim, julgamos que os investidores e outras partes tiveram tempo para tomar medidas de precaução", comentou Bernanke.

"(Valor Online)"

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