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Bernanke: Estado não deve pagar muito caro por ativos invendáveis

O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, afirmou nesta quarta-feira que o Estado deve evitar pagar muito caro pelas dívidas podres dos bancos que o plano de resgate do Tesouro propõe recomprar por até US$ 700 bilhões.

AFP |

"Eu não acho que o governo deva recomprar estes ativos por um preço muito alto", declarou Bernanke à comissão econômica mista do Congresso.

O presidente do banco central esclareceu desta forma as afirmações da véspera no Senado e que, segundo ele, foram mal interpretadas.

Bernanke havia dado a impressão de ser favorável a um preço acima do valor de mercado para aliviar os balanços dos bancos, o que pesaria ainda mais no bolso dos contribuintes.

O presidente do Fed explicou que, perdendo toda liquidez, os ativos ligados aos créditos imobiliários de alto risco podem ser vendidos por um preço irrisório e que a intervenção de um "grande comprador" como o Estado no mercado forçaria o aumento dos preços.

"É possível que o governo compre estes ativos, que ganhe lucros, e que isto beneficie o sistema, tornando as coisas mais claras, e introduzindo transparência e liquidez nos mercados", disse.

Bernanke afirmou ainda nesta quarta-feira que o plano de resgate do Tesouro não deve ter efeito acelerador sobre a inflação.

"Este plano não é um estimulante fiscal. Não espero nenhum efeito deste plano sobre a inflação. Queremos simplesmente estabilizar o sistema", declarou.

O presidente do Fed também mandou um recado aos parlamentares: "Se não adotarmos este plano, a economia piorar e as receitas orçamentárias serão fortemente abaladas. Agir vai custar menos caro do que não fazer nada".

mj/fga/lm/fp

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