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Bernanke diz que saúde da economia dos EUA depende de reforma na regulação

Washington - O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, deixou claro nesta quinta-feira que os Estados Unidos precisam reformar seu sistema regulador - já considerado antiquado -, razão pela qual pediu mais poder para as autoridades monitorarem melhor a maior economia mundial.

EFE |

Em uma sessão da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes, Bernanke disse que dar mais competências às agências federais encarregadas de regular o mercado financeiro é importante para proteger a economia do possível colapso de uma grande companhia com ações em Wall Street.

Foi por causa de uma quebra, a do banco Bear Stearns, e da turbulência provocada pela crise das hipotecas de alto risco que o Fed abriu um debate com outras agências federais sobre a reforma da regulação das instituições financeiras.

Porém, na sessão de hoje, Bernanke não disse no Congresso que agência federal deve ganhar mais poder. Tampouco falou sobre as taxas de juros ou a evolução da economia americana, dois temas que analisará na semana que vem, no encontro bienal com a Câmara de Representantes e o Senado.

No entanto, afirmou que "as turbulências financeiras persistem" e explicou que os esforços do Fed atualmente são para ajudar o sistema financeiro a recuperar seu funcionamento normal.

Em seus planos sobre a reforma do sistema regulador, o presidente do Fed pensa, sobretudo, em novas regras para os bancos de investimento, que se viram fortemente atingidos pela crise das hipotecas de alto risco.

O caso mais famoso foi o do Bear Stearns, cuja crise agitou Wall Street e motivou uma intervenção urgente do banco central americano.

Bernanke, que foi à Câmara de Representantes junto com o secretário do Tesouro, Henry Paulson, acha que são necessárias novas medidas para proteger a economia americana de crises como as dos mercados imobiliário e de crédito.

O foco das autoridades monetárias são os bancos de investimento.

Por isso, elas pedem novas medidas e procedimentos para que o Governo possa efetuar a liquidação "ordenada" dessas entidades e evitar um possível contágio ao sistema financeiro e à economia em geral.

Já existem nos bancos varejistas procedimentos para dissoluções que não causam grandes transtornos, já que neste setor há uma regulação mais rígida, que não se aplica aos bancos de investimento.

"Considerando o episódio do Bear Stearns, o Congresso poderia analisar se são necessárias novas ferramentas para assegurar uma liquidação ordenada das grandes entidades que se encontram à beira da quebra", disse Bernanke.

O presidente do Fed também propôs aos legisladores que decidam, em um "processo mais formal", quando esses instrumentos deverão começar a ser aplicados.

Para Bernanke, as reformas no sistema de regulação dos bancos de investimento devem levar em conta a particularidade deste negócio e estabelecer uma "supervisão consolidada" das entidades.

"Os reguladores federais têm que ter em mente que não podem provocar uma transferência de operações de risco a instituições financeiras menos reguladas", disse Bernanke.

Nos últimos dias, o presidente do Fed propôs uma supervisão mais rígida sobre as empresas de Wall Street, que são reguladas pela Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês).

Por sua vez, o secretário do Tesouro, que foi quem recentemente propôs a reforma do sistema regulador, disse aos deputados que "está claro que algumas instituições, se colapsam, podem ter causar um impacto" à economia e a outras empresas.

No entanto, Paulson advertiu que as entidades financeiras têm que atuar de maneira disciplinada na hora de avaliar os riscos e não supor que o Governo irá resgatá-las.

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