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Bernanke aumenta pressão para que Governo ajude mutuários

Washington, 4 dez (EFE).- O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, disse hoje que o chefe de Estado americano, George W.

EFE |

Bush, "precisa fazer muito mais" para amenizar as dificuldades enfrentadas pelos compradores de casas que correm o risco de perder os imóveis pelos quais ainda pagam.

Em uma conferência em Washington, Bernanke declarou ainda que, além de evitar que os mutuários percam suas residências, o Governo tem que "trabalhar em medidas de prevenção" e contribuir para "que a economia e o mercado imobiliário se estabilizem".

O presidente do Fed também anunciou que o Departamento do Tesouro e a Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês) já estão planejando várias medidas para ajudar os mutuários a evitarem a perda de suas casas.

Especificamente, o Tesouro americano apresentou um plano para reduzir para 4,5% os juros dos financiamentos de 30 anos, que da semana retrasada para a passada já caíram de 5,97% para 5,53%.

Por sua vez, a presidente da Corporação Federal de Seguros de Depósitos, Sheila Bair, afirmou hoje, em outro fórum, que reduzir os juros das hipotecas é um bom plano, mas não ajuda os que já estão sendo despejados ou estão prestes a isso.

"Conseguir diminuir as taxas de juros hipotecárias é, definitivamente, algo positivo, mas não ajudará os que já têm nas costas hipotecas que não conseguem pagar, porque isso não os ajuda a refinanciá-las", comentou.

A busca por soluções para a crise financeira, desencadeada pelo estouro da "bolha" da especulação hipotecária, se tornou rotina desde que, no começo de outubro, o Governo Bush conseguiu aprovar um plano de US$ 700 bilhões para socorrer os mercados.

Em um primeiro momento, o secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que usaria parte dos recursos para a aquisição de hipotecas de alto risco e seu refinanciamento.

Depois, no entanto, o Governo decidiu: nacionalizar parcialmente os bancos e seguradoras em apuros, injetar diretamente fundos nos bancos e retomar a liquidação das hipotecas.

Na conferência da qual participou nesta quinta-feira, Bernanke evitou apoiar uma proposta específica, preferindo mencionar várias opções, sobretudo em um momento em que, segundo disse, as execuções hipotecárias este ano já chegam a 2,25 milhões, contra a média de um milhão por ano antes da crise.

"É preciso fazer muito mais", disse o funcionário, que acrescentou que os problemas no mercado imobiliário estão "ligados" aos fatores que empurraram a economia americana para uma recessão.

Segundo o presidente do Fed, "existe uma aparente falha no mercado, já que as pessoas que fazem empréstimos não modificam as taxas de juros e os termos dos empréstimos até nos casos em que isso beneficiaria seus interesses econômicos".

Sobre as possíveis soluções para a crise, cada uma das opções "requereria um certo compromisso de fundos públicos", declarou Bernanke, que já disse que o Fed, por si só, não é capaz de reanimar a economia com suas reduções nos juros e programas de empréstimos emergenciais.

A postura demonstrada hoje pelo economista acabou colocando-o mais próximo do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que ontem disse que o Governo "deve ajudar os compradores de imóveis de maneira séria".

Uma das sugestões de Bernanke é que o Governo compre hipotecas de alto risco por atacado e estabeleça mecanismos para refinanciá-las.

O especialista acrescentou que um plano requereria que o Congresso tornasse mais flexíveis as normas de um programa do Governo que permite aos mutuários com dificuldades refinanciar suas hipotecas com garantia federal, desde que amortizem uma parte de suas dívidas.

Outra alternativa seria uma redução dos juros pagos por quem pega dineiro emprestado, que atualmente são de aproximadamente 8%. EFE jab/sc

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