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A economia dos Estados Unidos está melhorando, mas ainda precisa se recuperar completamente, com o desemprego e o fraco mercado imobiliário pressionando os consumidores, afirmou ontem o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke

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A economia dos Estados Unidos está melhorando, mas ainda precisa se recuperar completamente, com o desemprego e o fraco mercado imobiliário pressionando os consumidores, afirmou ontem o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke. Isso significa que a política monetária do país precisa continuar expansionista até que a recuperação esteja em ritmo sustentável e a geração de empregos seja retomada, acrescentou. "Precisamos garantir que a política monetária continue a fornecer o apoio que a economia precisa até que comecemos a ver crescimento sustentável e, particularmente, geração de empregos", disse Bernanke. As declarações foram feitas no mesmo dia em que dados mostraram que a expansão do setor manufatureiro dos EUA desacelerou para o menor ritmo desde dezembro, e antes do relatório sobre o mercado de trabalho de julho, que deve mostrar o segundo mês de cortes de vagas. A parlamentares estaduais, que concentraram mais atenção nas limitações orçamentárias de governos municipais e estaduais, Bernanke afirmou que restrições em nível local também estão atrapalhando a retomada da economia dos EUA. Ele estimou que o gasto do consumidor deve se recuperar nos próximos trimestres, com o aumento da renda e a melhora das condições de crédito. Isso deve ajudar a sustentar a recuperação, mesmo com o fim dos estímulos fiscais e da reconstrução de estoques. Segundo o executivo, o Fed acredita que a inflação continuará controlada nos próximos anos, citando a estabilidade dos indicadores de perspectiva de inflação. Em relação aos bancos, o presidente do Fed disse que as taxas de perdas com empréstimos parecem já ter atingido o pico, mas as instituições ainda têm empréstimos problemáticos em suas carteiras, o que tem mantido as condições de crédito ruins, outro obstáculo a uma recuperação mais robusta. A economia dos EUA cresceu por quatro trimestres seguidos, mas o ritmo da recuperação diminuiu para uma taxa anualizada de 2,4% no segundo trimestre. A desaceleração provocou especulações de que o Fed teria de tomar mais medidas para impulsionar a economia.

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