A Itália adotou medidas de austeridade fiscal porque os gastos públicos "não são mais sustentáveis", disse o primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, durante uma entrevista coletiva. Ele acrescentou que os cortes foram solicitados pela União Europeia e que outros países também tomarão providências similares.

A Itália adotou medidas de austeridade fiscal porque os gastos públicos "não são mais sustentáveis", disse o primeiro-ministro do país, Silvio Berlusconi, durante uma entrevista coletiva. Ele acrescentou que os cortes foram solicitados pela União Europeia e que outros países também tomarão providências similares. Ontem, o governo italiano aprovou o orçamento 2011/2012, que inclui cortes nas despesas públicas equivalentes a 24 bilhões de euros.

As medidas devem reduzir o déficit fiscal da Itália para uma taxa que corresponde a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, segundo Berlusconi. O primeiro-ministro disse também que diminuir o papel de um governo que atualmente responde por mais da metade da economia italiana também ajudará a combater a corrupção, acrescentando que o pacote de austeridade fiscal da Itália é menor do que os apresentados por Espanha, França, Alemanha e Grécia.

Sindicatos

A maior confederação sindical da Itália, a CGIL, convocou hoje uma greve geral para até o fim de junho, para protestar contra os cortes de gastos propostos pelo governo do país. Quase um quarto do fardo do corte proposto pelo governo recai sobre os servidores públicos. O plano propõe um período de quatro anos sem aumentos, com cortes nos salários daqueles que ganham mais. O líder da CGIL, Guglielmo Epifani, disse que vai submeter a proposta de greve ao Conselho Executivo da confederação na semana que vem. "O objetivo do protesto é mudar o Orçamento", afirmou. As informações são da Dow Jones.

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