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Bens intermediários dão impulso a expansão

Fabricantes de aço, cimento, produtos químicos, como resinas plásticas, e produtos intermediários para a produção de fertilizantes registraram em julho recordes de produção e vendas no mercado doméstico. O forte crescimento da construção civil, da indústria automobilística e a elevação dos preços das commodities agrícolas nos últimos meses aceleraram o ritmo de produção de bens intermediários, apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como líderes do crescimento industrial em julho.

Agência Estado |

"Estamos religando fornos e revertendo as exportações de cimento para atender ao mercado interno", conta o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), José Otávio Carvalho. Em 12 meses até julho, as vendas de cimento no mercado doméstico atingiram 48,8 milhões de toneladas, um recorde histórico. Na comparação com 12 meses anteriores, a alta é de 15,1% nos volumes. Segundo o executivo, a folga na utilização da capacidade instalada das fábricas hoje é muito pequena.

O quadro se repete na indústria química. Em julho, os volumes produzidos cresceram 17,8% na comparação com junho, com destaque para as resinas termoplásticas (16%), produtos intermediários para formulação de fertilizantes (18%) e petroquímica básica (25%), de acordo com estatísticas da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Para atender a forte demanda doméstica de resinas plásticas usadas em embalagens, fabricação de tubos e conexões destinados à construção civil e pela indústria de autopeças, por exemplo, o setor ampliou em julho em 35% os volumes importados de resinas plásticas em relação ao mesmo período do ano passado, conta o vice-presidente executivo da entidade, Nelson Pereira dos Reis. Apesar da indústria química ser intensiva em capital, o ritmo acelerado de produção já teve impacto positivo no emprego. Pelo sexto mês consecutivo, o nível de emprego do setor cresceu em julho. Neste ano, já foram contratados perto de 2,4 mil trabalhadores. O setor emprega cerca de 160 mil pessoas.

A produção de aço é outra que não pára de crescer. A fabricação de aço bruto em julho superou o recorde de dezembro do ano passado e atingiu 3,2 milhões de toneladas. O resultado é 11,5% superior a julho de 2007, segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). As vendas tanto de aços longos quanto de aços planos para o mercado interno foram recordes em julho e atingiram 2 milhões de toneladas.

Sondagem da indústria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) feita em agosto mostra que o índice de confiança da indústria de bens intermediários foi o único que teve variação positiva de julho para agosto deste ano entre os demais setores.

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