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Belo Monte: governo articula retorno de construtoras

O governo já articula a entrada das construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa no consórcio que tocará as obras da Hidrelétrica de Belo Monte. Depois de garantir a realização do leilão, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os dirigentes da Chesf, estatal que lidera o consórcio, a negociarem a participação dos dois grupos na sociedade que fechará o contrato para construção e gerenciamento da usina.

AE |

O governo já articula a entrada das construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa no consórcio que tocará as obras da Hidrelétrica de Belo Monte. Depois de garantir a realização do leilão, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou os dirigentes da Chesf, estatal que lidera o consórcio, a negociarem a participação dos dois grupos na sociedade que fechará o contrato para construção e gerenciamento da usina. A Odebrecht e a Camargo Corrêa desistiram de participar do leilão, alegando falta de competitividade do empreendimento. O governo, então, deixou aberta a possibilidade de as duas empresas entrarem como subcontratadas, na condição apenas de construtoras. Agora, o Planalto espera que a Odebrecht e a Camargo Corrêa sejam mais do que prestadoras de serviço e façam parte da composição do consórcio, adquirindo lotes. No início da tarde, após almoço oferecido ao presidente do Líbano, Michel Sleiman, no Itamaraty, o presidente Lula deixou claro que espera a volta da Odebrecht e da Camargo Corrêa ao projeto de Belo Monte. "Podem ajudar. É só querer", disse. Assessores do Planalto ressaltam que agora, com o leilão realizado, o governo tentará antecipar a assinatura do contrato de outorga, que estava previsto para setembro. Não tem cadeado. Durante a entrevista, Lula também deixou claro que não acredita que a Queiroz Galvão, construtora que já participa do consórcio, sairá do grupo, como chegou a ameaçar diante da possibilidade da volta das construtoras concorrentes. Ao mesmo tempo que os auxiliares sinalizam novas garantias para os dirigentes da Queiroz Galvão, Lula tentou mostrar que não está preocupado com as ameaças. "Nós, enquanto Estado brasileiro, empresa pública, faremos sozinhos (a usina) se for necessário", disse. "No leilão, entra quem quer e sai quem quiser, depois (da licitação). Não tem nenhum cadeado na porta. Não tem problema." Lula rebateu críticas de que o empreendimento vai afetar a região da Amazônia e as comunidades ribeirinhas e disse que o atual projeto da obra prevê um reservatório 60% menor que o previsto originalmente e que serão investidos R$ 3 bilhões para evitar impactos ambientais. Ele disse que os críticos reclamam "até mesmo" do preço da tarifa de energia, considerado por ele como barato. "Eu achei fantástico (o preço)." Fez apagão. O presidente, ainda na entrevista, reclamou do argumento da Justiça, que chegou a suspender o leilão, de que as audiências públicas foram meras "encenações". Entidades ambientalistas acusaram o governo de realizar as audiências com a presença apenas de pessoas favoráveis ao projeto. O presidente ainda reclamou dos que disseram que o governo tem interesse eleitoral com a obra. "Eu ouvi um cidadão dizer que isso foi político. Quem não fez política fez o apagão", disse, referindo-se ao governo anterior. "As Usinas de Belo Monte, Jirau e Santo Antônio são coisas que nossos adversários torcem para não dar certo."

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