A licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), deve sair no mês que vem. Esse é o cenário mais provável, segundo disse à Agência Estado o novo diretor de Licenciamento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Pedro Bignelli.

"Trabalhamos com três cenários: negar a licença, dar a licença sem exigir nada ou dar a licença com condicionantes. O mais provável é dar o sim a licença, com condicionantes, e em janeiro. Esse é o nosso horizonte otimista", disse Bignelli.

Anteontem, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia antecipado ao Estado que a licença deveria sair, já que 99% das exigências ambientais haviam sido cumpridas.

Geólogo e servidor de carreira do Ibama, Bignelli foi nomeado para o cargo na última quarta-feira, para substituir Sebastião Custódio Pires, que deixou o posto por causa das pressões do governo para agilizar a licença. Na mesma quarta-feira, Bignelli reuniu-se com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e com a secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra. Ontem, ele teve sua primeira reunião com a equipe:"Foram-me passadas inúmeras emergências que temos por aqui. E Belo Monte é a maior."
Bignelli adiantou algumas exigências que deverão ser feitas ao futuro empreendedor para viabilizar a obra do ponto de vista ambiental. Entre elas, deverá estar a de se manter uma vazão mínima de água na parte do rio conhecida como Volta Grande do Xingu. "Essa vazão mínima terá de ser maior do que a da maior seca histórica do rio. Com essa vazão mínima, você mantém a navegabilidade e a vida do rio", disse Bignelli.

Outro ponto que deverá ser exigido é a construção de um pequeno elevador para que as pequenas embarcações que navegam pela região possam transpor a barragem.

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