Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, dois consórcios devem ser formados

Vence nesta quarta-feira, à 17h, o prazo para as empresas privadas confirmarem com a Eletrobrás que se juntarão às subsidiárias da estatal para montar consórcios na disputa pela usina de Belo Monte. Dois consórcios devem ser formados, na avaliação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

"A nossa meta é ter pelo menos dois consórcios, mas não é impossível haver três. É uma possibilidade, mas estamos contando com dois, pois é o mais provável", disse Tolmasquim, ontem à noite, após participar de audiência pública no Senado para discutir os critérios adotados na implantação de linhas de transmissão, em especial as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

Até agora, apenas um consórcio indicou que quer a parceria. É o grupo formado por Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia. O outro deve ser liderado pela Camargo Corrêa e pela Odebrecht. A terceira composição seria formada a partir da Suez. "O grupo Andrade e outros agentes isolados se inscreveram mostrando interesse em participar, pois, sozinhos, não têm condição de fazer isso", salientou Tolmasquim.

Após manifestarem o interesse hoje, as empresas privadas terão de formalizar seus consórcios por meio da internet nos dias 13 e 14 de abril. O comunicado deve ser feito à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O presidente da EPE disse acreditar que o leilão de Belo Monte, marcado para o dia 20 de abril, ocorrerá independente das manifestações contrárias à realização do leilão. "Manifestação é algo democrático, que ocorre", avaliou. "Mas as manifestações já tiveram um lugar para acontecer, que foi durante a audiência pública. Agora é extemporâneo", finalizou.

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