Começa nesta terça-feira, na capital paraense, a 9ª edição do Fórum Social Mundial, com a presença estimada de 60 mil pessoas de todo o País, além de 30 mil estrangeiros.

Durante os cinco dias, estão previstas 2,4 mil atividades, incluindo debates sobre temas como meio ambiente, aquecimento global, crise econômica, miséria e exclusão nos países pobres, além da devastação da Amazônia.

AE
Participantes do Fórum Social Mundial fazem passeata pea capital do Pará

Participantes do Fórum Social fazem passeata pela capital do Pará

Uma marcha pelas ruas e avenidas marcará a abertura do fórum, às 14h, e percorrerá cinco quilômetros. Durante o trajeto, movimentos sociais e organizações da sociedade civil deverão fazer protestos e manifestações, como a apresentação de uma bandeira palestina de mais de três metros em defesa dos civis da Faixa de Gaza, em conflito com Israel.

Partidos políticos, movimento sociais, entidades sindicalistas e estudantis e organizações ambientalistas também deverão levar suas bandeiras para a marcha.

A romaria dos movimentos sociais vai terminar em festa. De acordo com a organização, o palco vai receber apresentações culturais de diversas etnias indígenas do continente sul-americano. O policiamento vai ser reforçado por homens da Força Nacional de Segurança, que estão em Belém há mais de uma semana.

Por causa do fórum, os hotéis e pousadas da cidade estão lotados - até os motéis mudaram as regras para abrigar participantes do encontro. Outras 15 mil residências foram alugadas, até por R$ 2 mil, para os dias do fórum. Com a procura, uma diária de hotel hoje em Belém chega a R$ 900, com direito a café da manhã, almoço e jantar.

Para garantir a estrutura do evento e a segurança dos participantes, o governo estadual investiu R$ 143 milhões, um terço na compra de carros para a polícia. Dez hospitais de campanha foram montados nos campi da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), onde também foram construídos alojamentos para 30 mil visitantes. Outros 270 leitos hospitalares estão disponíveis nas redes pública e privada para atender às emergências.

Até domingo, a organização do fórum espera reunir até 120 mil pessoas de 150 países. 

(*com informações das agências Brasil e Estado)

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