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O chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Altamir Lopes, afirmou hoje que o superávit primário das contas do setor público consolidado no acumulado dos últimos 12 meses até agosto, de 4,42% do Produto Interno Bruto (PIB) assegura o cumprimento da meta para o ano, que é de 4,3% do PIB. O resultado foi expressivo.

Todas as esferas do governo tiveram resultado positivo em agosto", disse Altamir, destacando que os governos regionais tiveram o melhor resultado para o mês de agosto.

O setor público consolidado é formado pelos dados fiscais do Governo Central (Banco Central, INSS e Tesouro Nacional), Estados, municípios e estatais federais e estaduais. O superávit primário é a economia que o governo faz para o pagamento da dívida pública. O saldo primário não leva em conta as despesas com juros da dívida.

Lopes disse ainda que o déficit nominal de R$ 2,3 bilhões em agosto foi o mais baixo para o mês desde 2004.

As contas do setor público consolidado registraram nos últimos 12 meses encerrados em agosto superávit primário de R$ 122,347 bilhões. Nesse período, o governo central contribuiu com R$ 82,629 bilhões e a Previdência Social registrou déficit primário de R$ 42,692 bilhões. Nos 12 meses terminados em agosto, os governos regionais economizaram R$ 30,266 bilhões, com destaque para os Estados, que realizaram esforço de R$ 26,576 bilhões. Nas estatais, o superávit primário no período somou R$ 9,452 bilhões, com destaque para as estatais federais que economizaram R$ 9,382 bilhões.

Nos 12 meses até agosto, a despesa com juros somou R$ 174,972 bilhões, o equivalente a 6,32% do PIB. Feito esse pagamento, o setor público encerrou o período com déficit nominal de R$ 52,625 bilhões, o correspondente a 1,90% do PIB.

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