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BCs se unem, mas redução da taxas de juros não freia o pânico nas bolsas

Os principais bancos centrais do mundo, liderados pelo Federal Reserve (Fed) e o Banco Central Europeu (BCE), numa surpreendente ação conjunta, reduziram nesta quarta-feira suas principais taxas de juros para enfrentar a crise, mas essa decisão inédita não conseguiu conter o pânico que domina as bolsas nos últimos dias.

AFP |

O Fed, o BCE, o Banco da Inglaterra, e os bancos centrais do Canadá, Inglaterra, Suécia e Suíça baixaram conjuntamente suas taxas para enviar seu maior sinal de apoio aos mercados desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

"A ação inédita desta quarta-feira obedece à recente intensificação da crise financeira", segundo comunicado publicado pelo BCE.

A crise aumentou os riscos para o crescimento e reduziu os riscos altistas para a estabilidade dos preços, acrescentou.

O corte foi de meio ponto percentual em todos os países exceto na Suíça, onde a redução foi de 0,25%.

Na Zona Euro, a taxa diretriz passou de 4,25% para 3,75%, nos Estados Unidos ficou em 1,5%, na Grã-Bretanha em 4,5% e na Suécia em 4,25%.

O Banco do Japão não se uniu à baixa das taxas mas manifestou seu apoio à medida coordenada. Os japoneses destacaram que não podiam se permitir corte nas taxas, que já estão em 0,5%.

O banco central chinês, que não integra oficialmente a medida conjunta, se uniu no entanto a ela e decidiu também reduziu suas taxas para empréstimos a um ano.

A última ação coordenada parecida foi em setembro de 2001, quando o BCE e o Fed baixaram suas taxas juntos, e foram imitados pelos demais grandes bancos centrais do mundo, para conter o pânico gerado pelos ataques terroristas.

A amplitude da ação não tem precedentes e seu anúncio deu um fôlego inicial às Bolsas mundiais em queda livre desde segunda-feira, mas acabou não surtindo o efeito esperado.

Em uma jornada de enorme volatilidade, as bolsas européias não reagiram a contento, como era esperado, e houve uma queda generalizada.

O principal índice da Bolsa de Paris, o CAC-40, fechou a sessão nesta quarta-feira com uma forte baixa de 6,39%, ou 3.493,70 pontos, ao fim de um dia volátil e marcado pela decisão dos principais bancos centrais de reduzir suas taxas de juros.

O principal índice da Bolsa de Frankfurt, o Dax, fechou com uma forte queda de 5,88%, a 5.013,62 pontos.

Londres teve forte queda de 5,18%, com seu índice Footsie 100 nos 4.366,69 pontos.

O índice Ibex-35 de Madri fechou -5,20% e a 10.297,6 pontos.

A Bolsa de Nova York também abriu com tendência pessimistas: o Dow Jones caía 2,12% e o índice tecnológico perdia 2,52%.

Nesse contexto, o Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou seu relatório anual, sobre as "Perspectivas econômicas mundiais", em que prevê um ano de 2009 bastante sombrio para a economia mundial, revisando nitidamente em baixa as expectativas de crescimento global, para 3% e, no caso dos países desenvolvidos, para 0,5% no máximo.

A instituição indicou que "a economia mundial está entrando num ciclo grave, diante do choque mais perigoso nos mercados financeiros desenvolvidos desde os anos 1930l".

"Segundo nossas previsões, o crescimento mundial deve desacelerar significativamente em 2008 e voltar a se recuperar lentamente apenas mais tarde em 2009", continuou.

O FMI prevê recessão nos EUA, onde o PIB deve crescer 1,6% este ano, mas apenas 0,1% em 2009, com provavelmente dois trimestres de crescimento negativo no fim de 2008 e início de 2009.

A zona euro não deve ter situação melhor, com 1,3% este ano e 0,2% no próximo ano. Os países em desenvolvimento devem puxar sozinhos o crescimento mundial, com a China na frente (9,3%), apesar da crise financeira estar afetando de forma crescente os mercados emergentes também.

Para os países em desenvolvimento, a previsão de crescimento em 2009 foi ajustada a 6,1%, contra 6,7% anunciados há três meses.

hh/lm/fp/cn

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