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BCs pedem cautela com gasto público

Reunidos ontem em São Paulo para o encontro bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), presidentes de bancos centrais deram as boas-vindas a pacotes fiscais como o anunciado domingo pela China. No entanto, fizeram a ressalva de que cada caso é um caso.

Agência Estado |

Ou seja, a expansão dos gastos públicos para conter a desaceleração econômica deve considerar a situação de cada país.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, por exemplo, afirmou que as nações que tiverem inflação controlada e contas públicas e externas equilibradas poderiam ampliar seus gastos. "Os países com baixo nível de déficit devem usar essa margem de manobra para amenizar o impacto da crise sobre a economia", disse.

O presidente do Banco Central (BC) do Brasil, Henrique Meirelles, observou que as decisões de política fiscal têm de ser adotadas em cada país, de acordo com suas necessidades. Em outras palavras, o risco de desaceleração econômica varia entre as nações.

A visão é conflitante com a do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e outros integrantes do governo Lula, que já defenderam o aumento do investimento público e uma política monetária menos dura como forma de estimular a economia brasileira. Esse diagnóstico considera que o maior risco para o País, hoje, é de desaceleração, e não de alta da inflação.

No entanto, vários economistas têm argumentado que a recente subida do dólar - que ontem fechou cotado por R$ 2,191 - elevará os índices de preços.

Além disso, dizem que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2009 é de crescimento entre 2,5% e 3,5%. "Ainda é um crescimento positivo da renda per capita, o que, na atual situação mundial, é lucro", disse o economista Claudio Haddad presidente do Ibmec São Paulo. "Acho que se está se criando um panorama no qual se está tentando importar o cenário externo, quando a realidade aqui é totalmente diferente. Não vejo razão para essa coisa toda, esse superativismo governamental."

Meirelles lembrou que o Brasil já tem seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Cada país tem que adotar uma política fiscal de acordo com sua necessidade. E o Brasil já tem um plano de expansão fiscal que se chama PAC."

Sobre taxa de juros, Meirelles disse que cada país deve adotar uma política adequada às perspectivas de inflação. Também nesse caso, afirmou que medidas adicionais poderão ser adotadas se o BC julgar necessário.

A taxa básica de juros (Selic) está em 13,75% ao ano. A última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, há duas semanas, não a alterou. Mas a ata do encontro deixou claro que novas elevações podem ocorrer.

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