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BCs da Europa voltam a cortar juro

A Europa corta pela segunda vez em menos de um mês as taxas de juros para tentar evitar uma recessão profunda em sua economia. A medida, porém, não foi suficiente para evitar a queda das bolsas em todo o continente diante das novas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) de que as economias da Europa, Estados Unidos e Japão vão se contrair em 2009.

Agência Estado |

A Alemanha ainda divulgou seu pior índice de atividade industrial desde a reunificação, em 1990. Com isso, 2009 pode ser o primeiro ano em que todas as economias ricas sofrerão uma contração desde a Segunda Guerra Mundial.

O Banco Central Europeu (BCE) cortou sua taxa básica de juros em 0,5 ponto, para 3,25%. Já o Banco da Inglaterra promoveu o maior corte de sua história, de 1,5 ponto porcentual, para 3%. Para o mercado, foi a indicação de que a situação é pior do que todos pensavam. O resultado foi a maior queda da Bolsa de Londres em três semanas, com redução de 5,7%. Na Irlanda, a queda foi de 8,4%. Nem a vitória de Barack Obama nas eleições foi visto como suficiente para acalmar os mercados.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, não descartou novos cortes. "A intensificação da crise pode afetar a demanda global por um período mais longo", alertou. "Preços, custos e salários não devem sofrer pressão. Eu não excluo novas quedas das taxas de juros."

Nas últimas semanas, a inflação na Europa tem moderado. Os bancos centrais da Suíça e da Dinamarca também anunciaram cortes em suas taxas de juros. A idéia agora é reduzir o custo dos empréstimos para permitir que empresas possam continuar sobrevivendo diante da crise. A Comissão Européia já alertou que o bloco deve fechar o ano em recessão e 2009 será o ano da estagnação. O crescimento será o pior desde 1993.

Mas a esperança do mercado era de que o corte do BCE fosse maior diante da constatação do FMI de que 2009 verá uma contração em todas as economias ricas. Estados Unidos, China, Japão e Austrália já cortaram na semana passada suas taxas de juros.

Na Europa, a situação é crítica para vários países. A contração na Inglaterra seria a primeira desde 1992. França, Irlanda e Espanha já sofrem com o desemprego. Na Alemanha, dados oficiais do governo apresentados ontem indicaram que as demandas industriais caíram 8% em setembro, a pior queda desde 1990. Ontem, a Adidas ainda apresentou resultados fracos de suas vendas, o que contribuiu para reforçar a idéia de que a Europa já está em recessão.

Com tantas constatações de prejuízos, as bolsas fecharam em forte queda. O índice Dow Jones Stoxx 600 Index fechou com perdas de 5,6%. No ano, a queda é de 41%. Todas as 18 bolsas da Europa tiveram perdas. Na Alemanha, a queda foi de 6,8%, ante 6,4% em Paris.

Na Ásia, foi a queda dos lucros da Toyota, a maior empresa de carros do mundo, que deu o tom. A companhia teve redução de 68% dos lucros no ano, a primeira queda em nove anos. Em Tóquio, a bolsa fechou em queda de 6,5%, ante 7,1% em Hong Kong e 7,6% na Coréia.

"A crise financeira está afetando negativamente a economia real em todo o mundo e o mercado automobilístico, especialmente nos países ricos, está se contraindo rapidamente", afirmou o vice-presidente da Toyota, Mitsuo Kinoshita.

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