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BCE quer supervisionar sistema financeiro

Davos (Suíça), 30 jan (EFE).- O Banco Central Europeu (BCE) está interessado em ganhar responsabilidades de supervisão financeira a fim de promover uma maior estabilidade no sistema e esta atribuição é possível, segundo afirmou hoje seu presidente, Jean-Claude Trichet, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

EFE |

Em um debate sobre o futuro sistema financeiro, Trichet explicou que o BCE "sempre esteve a favor de uma relação mais estreita entre os bancos centrais e as autoridades de supervisão".

"Neste momento não posso dizer qual é a posição do Conselho do BCE, mas notamos que o artigo 105.6 do Tratado de Maastricht permitiria aos Governos nos dar maior responsabilidade neste campo", afirmou Trichet.

O BCE, junto com o Eurossistema, tem três atribuições na área de supervisão financeira, conforme os artigos 105.4 e 105.5 do Tratado de Maastricht.

O banco europeu observa a estabilidade financeira, realiza funções de assessoria em supervisão e promove cooperação com os supervisores na União Europeia (UE).

O presidente do banco europeu considerou que o futuro sistema financeiro deverá ser "mais transparente", tanto no que se refere às instituições financeiras, quanto aos mercados e aos produtos financeiros.

Trichet apoiou as medidas adotadas pelos Governos e os diferentes bancos centrais para enfrentar "uma situação excepcional", mas insistiu em que para restaurar a confiança é necessário olhar para o longo prazo.

O presidente do BCE criticou uma "orientação muito forte à obtenção de lucro no curto prazo" que, segundo ele, ocorreu no sistema financeiro nos últimos anos.

Os líderes econômicos reunidos em Davos coincidiram na opinião de que é necessário os bancos centrais contribuírem significativamente para garantir a estabilidade financeira, uma vez superada a crise.

Neste sentido, Trichet disse que "a estabilidade de preços é uma condição prévia para conseguir a estabilidade financeira", algo que todos os bancos centrais têm presente ao aplicar suas políticas monetárias.

Analistas internacionais, como o professor de Economia da Universidade de Nova York Nouriel Roubini, classificaram a atual crise financeira como a pior desde a Grande Depressão.

Esta crise mostrou os riscos de que colapsem sistematicamente importantes instituições financeiras, segundo Roubini.

Para evitar um dano maior à economia real, os Governos do todo o mundo aprovaram enormes pacotes de resgate para os bancos.

A quebra do banco de investimento americano Lehman Brothers, em meados de setembro de 2008, desencadeou o colapso do sistema financeiro global, já que os bancos comerciais deixaram de emprestar dinheiro uns aos outros, gerando um aumento das taxas de juros interbancárias e uma contração generalizada do crédito.

Desde quarta-feira passada e até domingo, cerca de 40 chefes de Estado, 15 ministros de Finanças, 20 governadores de bancos centrais e dezenas de dirigentes empresariais, assim como algumas ONGs -cerca de 2.500 participantes no total-, debatem em Davos tentando buscar soluções para a crise econômica. EFE aia/jp

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