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BCE prevê que persista o enfraquecimento econômico os próximos trimestres

Frankfurt (Alemanha), 11 dez (EFE).- O Banco Central Europeu (BCE) prevê que continuarão o enfraquecimento econômico global e uma demanda fraca na zona do euro nos próximos trimestres.

EFE |

O BCE informou em seu boletim de dezembro, publicado hoje, que a recuperação econômica ocorrerá gradualmente, "apoiada pela queda dos preços das matérias-primas".

Para que ocorra a recuperação é necessário também que "melhore o ambiente externo e que enfraqueçam as tensões financeiras".

Para que se produza a recuperação é necessário também que "melhore o entorno externo e que se debilitem as tensões financeiras".

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, disse hoje que a crise financeira não terminou e exigiu aos bancos centrais e aos Governos não se conformar com as medidas de apoio conjuntural introduzidas até agora.

Em discurso para abrir a 23ª Conferência Internacional sobre Taxas de Juros organizada pelo Instituto Forum, em Frankfurt, Trichet disse que "é necessária uma coordenação mais forte entre os Estados-membros da União Européia (UE) e as instituições para prevenir crise e tramitar crise".

Para apoiar a reativação da economia, a entidade monetária européia reduziu a taxa de juros para os países que compartilham o euro em 1,75 ponto percentual em apenas dois meses, para 2,5%.

Na semana passada, o BCE realizou o maior corte de juros da história da entidade, em 0,75 ponto.

Os membros do Conselho do BCE foram muito reticentes nos últimos dias em dar pistas sobre o momento exato de um novo corte das taxas.

No entanto, o membro alemão do Comitê Executivo do BCE, Jürgen Stark, deixou entrever na noite passada que a entidade monetária não decidirá reduzir a taxa de juros em janeiro.

"Após este considerável corte da taxa (de 4 de dezembro), o espaço de manobra é muito limitado, o que permitirá só passos pequenos", disse Stark.

Antes, o banco europeu tinha reduzido a taxa básica de juros em meio ponto em duas ocasiões, em 8 de outubro e em 6 de novembro.

Ao mesmo tempo, o presidente do Banco da França (autoridade monetária, Christian Noyer, disse que a política monetária do BCE dependerá da situação econômica.

"Orientaremos nossos juros de acordo com as condições econômicas", disse Noyer, em entrevista publicada hoje pelo jornal "Le Figaro".

O Conselho do BCE considera que "as perspectivas econômicas estão cercadas de um alto grau de incerteza" e que "as pressões inflacionárias diminuíram mais".

Por isso, o banco europeu prevê que as taxas de inflação ficarão alinhadas com a estabilidade de preços, "no horizonte relevante para a política monetária".

O BCE define a estabilidade de preços a médio prazo como uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo, de 2%.

O Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado caiu em novembro para 2,1%, frente ao 3,2% de outubro, lembrou o BCE no boletim.

"Esta forte queda da inflação desde o verão (hemisfério norte) reflete, principalmente, a considerável redução dos preços das matérias-primas nos últimos meses, que compensa o impacto do agudo aumento dos custos trabalhistas unitários na primeira metade deste ano", disse o BCE.

O banco europeu também prevê que a taxa de inflação anual cairá mais nos próximos meses. EFE aia/an

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