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BCE pede maior esforço para enfrentar crise hipotecária dos EUA

Buenos Aires, 1 set (EFE) - A comunidade financeira internacional deve fazer um esforço maior para enfrentar as seqüelas da crise hipotecária dos Estados Unidos, disse hoje o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Lucas Papademos.

EFE |

"É provável que o processo de ajuste do mercado continue por um período considerável de tempo e há uma significativa incerteza sobre o impacto na economia", advertiu em jornadas organizadas pelo Banco Central argentino em Buenos Aires.

De acordo com Papademos, "aumentou" a incerteza na zona do euro e, para que os mercados financeiros voltem à "normalidade", faltam "mais ações dos participantes do mercado e dos líderes políticos".

Para ele, os bancos têm que melhorar sua rentabilidade, a transparência de suas operações e a administração do risco creditício, entre outras medidas, depois que suas receitas se reduziram em aproximadamente 500 bilhões de euros desde janeiro de 2007.

O vice-presidente do BCE, de nacionalidade grega, ressaltou que os bancos da União Européia (UE) passaram a ter perdas de bilhões de euros por causa das "turbulências" geradas pela crise das hipotecas nos Estados Unidos.

Depois de advertir de que isso poderia "prejudicar a saúde" do sistema financeiro europeu, ele afirmou que a estratégia aplicada pelo BCE é um "manejo da liquidez sem mudar significativamente a política monetária".

Neste sentido, Papademos ressaltou que a entidade monetária européia evitará aplicar altas bruscas nas taxas de juros de referência, que se situam em 4,25% anuais, o maior valor dos últimos sete anos.

"Olhando para frente, a incerteza que rodeia a perspectiva de estabilidade financeira da zona do euro é alta e aumentou", disse Papademos, que acrescentou que "esta avaliação reflete um número de acontecimentos, alguns externos e outros internos, dentro da zona do euro".

Ele ressaltou que as pressões nos mercados de capitais persistem e que "virtualmente se secaram" as novas emissões de dívida pública.

"Em geral, o panorama para a zona do euro, e eu diria para a estabilidade financeira global, dependerá cada vez mais da interação entre os eventos macroeconômicos e o sistema financeiro, além de como os bancos responderão ao ambiente operacional desafiante", comentou o vice-presidente do BCE. EFE alm/ab/db

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