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BCE mantém pessimismo sobre enfraquecimento da economia

Frankfurt (Alemanha), 12 fev (EFE).- O Banco Central Europeu (BCE) mantém seu pessimismo a respeito da economia da zona do euro, ao prever um enfraquecimento para os próximos meses, por isso é muito provável que reduza a taxa básica de juros em março.

EFE |

Em seu boletim de fevereiro, publicado hoje, o BCE informou que observa "um enfraquecimento persistente na atividade econômica da zona do euro nos próximos trimestres".

Isso se deve a que "as tensões dos mercados financeiros tiveram um impacto maior na economia global e interna".

As perspectivas para a economia estão marcadas "por um grau de incerteza excepcionalmente alto", segundo o BCE.

O banco europeu manteve na semana passada a taxa básica de juros na zona do euro em 2% e o presidente da entidade, Jean-Claude Trichet, sugeriu que o Conselho de Governo reduzirá os juros no início de março.

Na mesma linha, expressaram-se nos últimos dias outros membros do principal órgão executivo da entidade monetária europeia.

O vice-presidente do BCE, Lucas Papademos, disse na noite passada, em Londres, que é possível uma redução da taxa de juros em março, caso esteja assegurada a estabilidade de preços, algo que a entidade define como uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo, de 2%.

"Se está assegurada a manutenção da estabilidade de preços a médio prazo e não está em perigo por uma mudança na política monetária, a taxa de juros pode ser ajustada para minimizar o impacto das tensões dos mercados financeiros na economia", disse Papademos.

O membro alemão do comitê executivo do BCE, Jürgen Stark, disse que existe margem de manobra para uma expansão maior da política monetária em março, mas a decisão dependerá dos novos dados econômicos.

O presidente do Banco da Espanha (autoridade monetária), Miguel Ángel Fernández Ordoñez, considerou que é muito possível que o BCE reduza os juros em março, ao destacar que Trichet deixou muito claro que a taxa ficará abaixo de 2%.

Os mercados contam atualmente com que o banco europeu reduzirá em março os juros em 0,5 ponto percentual, para 1,5%, um nível historicamente baixo desde a criação do BCE.

Desde 8 de outubro de 2008, o Conselho do BCE cortou a taxa de juros em um total de 2,25 pontos percentuais.

No início de dezembro do ano passado, o BCE decidiu a maior redução da taxa de juros da história da entidade, em 0,75 ponto.

O Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado (IPCH) caiu em janeiro cinco décimos a respeito de dezembro de 2008, para 1,1%.

Este retrocesso reflete, principalmente, a forte queda dos preços das matérias-primas nos últimos meses.

"O Conselho de Governo prevê que a taxa de inflação da zona do euro ficará em linha com a estabilidade de preços no horizonte a médio prazo relevante para a estabilidade de preços", segundo o relatório de fevereiro.

Diante desse cenário econômico, a União Europeia (UE) anunciou ontem duas novas cúpulas para tentar evitar que as tensões criadas pelas medidas de alguns países contra a crise acabem gerando tensões políticas entre os 27 países-membros.

Em meio a crescentes disputas por causa de reações protecionistas, a Presidência rotativa da UE - nas mãos da República Tcheca -, com o apoio da Comissão Europeia, optou por convocar duas novas cúpulas, uma em 1º de março e outra em maio, ainda sem data definida, mas ambas centradas na recessão e no crescente desemprego.

O presidente rotativo da UE e primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, reconheceu que as cúpulas, que se juntarão ao Conselho Europeu já previsto para 19 e 20 de março, além de coordenar melhor as medidas nacionais de cada país, buscarão conter uma crise política.

"É uma das razões pelas quais achamos que é preciso discutir e acabar com todas as tensões", afirmou Topolanek, em entrevista coletiva junto com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso. EFE aia/an

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