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BCE diz que garantirá estabilidade de preços

Arantxa Iñiguez Frankfurt (Alemanha), 3 jul (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse hoje que a autoridade monetária atuará para garantir a estabilidade de preços na zona do euro quando for necessário, apesar de o aumento dos juros aparentemente ser suficiente.

EFE |

Previamente, o Conselho de Governo do BCE decidiu aumentar a taxa de juros para a zona do euro em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano, o nível mais alto em quase sete anos.

Trichet explicou em entrevista coletiva que o principal órgão executivo do BCE tomou essa decisão por unanimidade e que o aumento dos juros contribuirá para frear a escalada da inflação e evitar efeitos secundários.

O BCE é a primeira autoridade monetária, juntamente com o Banco Central da Suécia, a reagir ao forte encarecimento do petróleo e dos alimentos.

O presidente do BCE enfatizou que a entidade é independente e que sua política monetária está dirigida a todos os países da zona do euro e a 320 milhões de habitantes, em relação aos comentários do presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que pediu a Trichet cautela e responsabilidade.

Por sua vez, Trichet acrescentou que a alta dos juros hoje obedece à existência de pressões inflacionárias e que os 320 milhões de habitantes "pedem que a entidade proporcione a estabilidade de preços a médio prazo".

As declarações de Trichet fazem os analistas acreditarem que o BCE cogita todas as opções, mas que não subirá os juros nos próximos meses, o que levou o euro a perder quase US$ 0,02.

A analista do JP Morgan Silvia Pepino disse à Agência Efe que, das palavras de Trichet, entende-se que o BCE "provavelmente não voltará a elevar a taxa de juros no resto do ano e que a entidade considera suficiente o aumento de hoje".

No entanto, o analista Christoph Balz, do banco alemão Commerzbank, considerou que, "quanto à futura política monetária, o BCE fica aberto a todas as opções, e em um contexto de riscos inflacionários crescentes, consideramos muito provável um aumento de 0,25 ponto percentual, para 4,5% em setembro".

Os números de inflação e de crescimento dos próximos meses determinarão a política monetária do BCE nos próximos meses, concordam JP Morgan e Commerzbank.

O euro era negociado a US$ 1,5711 por volta das 12h40 de Brasília, após ter chegado a US$ 1,5911 antes da entrevista coletiva de Trichet.

A taxa de inflação da zona do euro subiu 0,3 ponto percentual em junho em relação a maio, para 4%, mais que o dobro da meta de estabilidade do BCE, que é uma taxa próxima, mas sempre abaixo de 2%.

Há muito tempo, o BCE advertiu sobre o encarecimento do petróleo e reiterou que quer evitar que essas altas tenham efeitos secundários e influenciem outros preços e a reivindicações salariais para compensar a perda de poder aquisitivo.

O barril de petróleo Brent, de referência na Europa, marcou hoje um novo recorde na Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE Futures) em Londres ao superar pela primeira vez os US$ 146, após o anúncio dos Estados Unidos sobre uma queda de suas reservas.

Sobre a alta do petróleo, Trichet pediu aos mercados de matérias-primas para serem "o mais transparentes e competitivos possível".

Ao mesmo tempo, o BCE acredita que existam riscos para o crescimento econômico dos países da zona do euro, mas ainda prevê uma recuperação moderada da economia na região. EFE aia/wr/plc

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