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BCE destaca a gravidade da crise, mas diz não há risco de deflação

Bruxelas, 21 jan (EFE).- O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, destacou hoje a gravidade da crise que a economia da zona do euro atravessa - pois a mesma não voltará a crescer até 2010 -, mas deixou claro que a situação não vai se complicar com um fenômeno de deflação.

EFE |

Em um comparecimento ante o Parlamento Europeu, Trichet afirmou que 2009 será um ano de "profunda desaceleração e grande dificuldade" e previu que a zona do euro, assim como a economia global, só retomará o caminho do crescimento em 2010.

Também advertiu que estas previsões estão cercadas de extraordinária incerteza e afirmou que os riscos para o crescimento são baixos.

Do que se mostrou totalmente convencido é que a atual tendência de moderação da inflação não terminará em deflação.

"Atualmente não há ameaça de deflação", declarou o presidente do BCE.

Trichet destacou a diferença entre deflação e desinflação, que é o que está acontecendo na zona do euro, ao diminuir o ritmo de aumento dos preços como conseqüência, principalmente, do barateamento do petróleo e de outras matérias-primas.

"Trata-se de uma evolução positiva", declarou o presidente do BCE, pois ajuda a melhorar o poder aquisitivo dos cidadãos.

Segundo o economista francês, a médio prazo a inflação se manterá em linha com a definição de estabilidade de preços (abaixo de 2%, mas próxima a este patamar).

No fechamento de 2008, a inflação nos países da moeda única ficou em 1,6%.

Trichet afirmou que, se a baixa do petróleo continuar, a inflação na zona do euro poderia marcar taxas negativas em algum momento, mas deixou claro que esta situação não seria prejudicial para a economia europeia, pois permite uma melhora do poder aquisitivo dos cidadãos.

Indicou que, neste contexto, a tarefa do BCE continua sendo manter firmemente ancoradas as perspectivas de inflação e fez alusão aos últimos cortes das taxas de juros, até situá-las em 2%.

Aos Governos da zona do euro pediu que sejam prudentes na hora de adotarem medidas de gasto e lembrou que a manutenção da disciplina macroeconômica é fundamental.

Também expressou sua confiança de que os planos de emergência planejados pelos Governos contra a crise e para restaurar a normalidade irão surtir efeito.

Sobre os problemas no mercado de crédito, Trichet afirmou que já aconteceram algumas melhoras e fez alusão, concretamente, à evolução recente do Euribor, mas disse que "é necessário continuar alerta".

O presidente do BCE negou, além disso, qualquer validade aos rumores surgidos nas últimas semanas sobre o risco de fragmentação da zona do euro, ante a ampliação dos diferenciais da dívida pública entre os membros.

Quanto ao processo de reforma do sistema financeiro internacional, Trichet admitiu que a fragilidade constatada nesta crise resulta "inaceitável" e considerou necessária uma revisão em profundidade do mesmo e a melhora de todos os elementos, com especial ênfase no aumento da transparência. EFE epn/fal

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