Por Sakari Suoninen e Marc Jones

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) disse nesta quinta-feira que continuará aceitando dívida com rating mais baixo como garantia em operações de empréstimo, mas que aplicará novas ferramentas de proteção de risco em ativos menos confiáveis.

Por Sakari Suoninen e Marc Jones

FRANKFURT (Reuters) - O Banco Central Europeu (BCE) disse nesta quinta-feira que continuará aceitando dívida com rating mais baixo como garantia em operações de empréstimo, mas que aplicará novas ferramentas de proteção de risco em ativos menos confiáveis.

O BCE confirmou que continuará aceitando dívida avaliada como "BBB-" além de 2010, mas que aplicará uma nova variação de margens de risco ("haircuts") sobre a dívida do setor privado com essa nota, a mais baixa dentro do grau de investimento.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, negou que as mudanças foram feitas para ajudar a Grécia, que atualmente tem o menor rating entre os países da zona do euro.

O BCE, que manteve as taxas de juros na mínima recorde de 1 por cento, disse que mais detalhes sobre as regras adicionais serão divulgados em julho.

Trichet também excluiu a chance de moratória da dívida da Grécia -- mesmo que o custo de proteger os bônus governamentais gregos contra a moratória tenha subido para máximas recordes nesta quinta-feira.

"Eu diria que, pegando toda a informação que eu tenho, uma moratória não é um problema para a Grécia", disse ele.

Analistas observaram que Trichet foi cauteloso ao não dar detalhes do plano de resgate aprovado por líderes da União Europeia, apesar de repetir que ele espera que a Grécia implemente as medidas de reforma orçamentária.

"A mensagem é que os mercados ainda vão querer mais informação sobre qualquer plano de resgate para a Grécia, mas é claramente uma declaração de apoio vindo do BCE aqui", disse Julian Callow, economista do Barclays Capital.

Trichet confirmou que as taxas de juros continuam apropriadas, disse que espera um crescimento e inflação moderados e pediu aos governos que estimulem o crescimento com reformas estruturais.

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