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BCE afirma que combaterá inflação na zona do euro

Arantxa Iñiguez. Frankfurt (Alemanha), 4 set (EFE) - O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, deixou claro hoje que a entidade monetária lutará contra o aumento da inflação, apesar de ter revisado para baixo suas previsões de crescimento para a zona do euro. Por isso, é provável que a taxa de juros se mantenha em 4,25% até o início do próximo ano. Trichet disse em entrevista coletiva em Frankfurt que a entidade prevê agora uma reativação econômica na zona do euro de entre 1,1% e 1,7% em 2008. O BCE tinha previsto em junho que o crescimento da zona do euro seria este ano de entre 1,5% e 2,1%. Trichet considerou que o crescimento econômico da zona do euro se enfraqueceu muito, mas se recusou a fazer comentários sobre uma possível recessão da economia, tecnicamente definida como dois trimestres seguidos de contração. Estamos em uma depressão, mas não vou comentar definições técnicas especiais da situação. Veremos todas as mudanças, disse Trichet.

EFE |

Antes, o Conselho do BCE decidiu manter inalterada a taxa de juros em 4,25% devido às pressões inflacionárias, apesar do enfraquecimento da reativação econômica.

O presidente do BCE explicou que o conselho de Governo tomou a decisão por unanimidade e que contribuirá para manter a estabilidade de preços na zona do euro.

Trichet acrescentou que o principal órgão executivo da entidade monetária não tem uma predisposição em sua política monetária, o que significa que não prevê modificar a taxa de juros em breve.

Além disso, o BCE revisou para cima suas previsões de inflação para este ano e o próximo.

A entidade monetária prevê que a taxa de inflação se situará, em 2008, em entre 3,4% e 3,6%.

Segundo Trichet, a revisão para baixo do crescimento e do aumento da inflação reflete "riscos de aumentos dos preços da energia e dos alimentos, que poderiam obstaculizar o consumo e o investimento".

O economista-chefe do Commerzbank, Jörg Krämer, considerou que Trichet deu mais ênfase verbal aos riscos para o crescimento do que no mês passado.

A revisão das previsões de inflação surpreendeu os mercados e analistas, que previam que o BCE as manteria inalteradas.

Esta revisão de aumento da inflação mostra que o BCE duvida que o enfraquecimento do crescimento econômico a freará automaticamente, disse Krämer.

O ceticismo está justificado já que as expectativas de inflação a longo prazo, para os próximos cinco anos, se situam em 2,6% e não mostram sinais de moderação.

Estas expectativas estão medidas pelas taxas de swap (intercâmbios) indexadas à inflação. Trichet deixou claro que o BCE observa com atenção este indicador de expectativas de inflação. EFE aia/ab/db

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