Mesmo com a queda do dólar, o Banco Central atuou novamente no mercado de câmbio ontem. Pelo segundo dia consecutivo, a autoridade monetária fez leilões de venda da moeda americana aos bancos.

Também fez nova oferta de contratos de swap cambial, instrumentos que são usados para a proteção contra a variação do câmbio. Levantamento feito pela Agência Estado mostra que, no total, o BC teria colocado US$ 1,261 bilhão no mercado. Com isso, o mercado teve mais um dia de trégua, o dólar caiu 4,82% e fechou a R$ 2,17.

Desde os primeiros negócios da manhã, o mercado de câmbio apontava para baixo. Apesar disso, a autoridade monetária vendeu dólares e reforçou a tendência de queda da moeda. No primeiro leilão, às 10h33, o BC repassou a moeda a R$ 2,1710. Na segunda intervenção, às 15h26, foram colocados dólares com taxa de R$ 2,1680.

Levantamento feito com as mesas de câmbio mostra que teriam sido vendidos US$ 350 milhões em dinheiro vivo pelo BC. O valor é menor que a colocação de US$ 1,5 bilhão do dia anterior, sessão em que as cotações atingiram a máxima de R$ 2,45.

A presença da autoridade monetária também foi vista com a venda de contratos de swap cambial que equivalem à colocação indireta de dólares no mercado. Esse instrumento é bastante usado por empresas que têm dívida em dólar e precisam se proteger de eventuais variações da moeda estrangeira.

No quarto dia seguido com leilão desse tipo, o BC vendeu 18,650 mil contratos ou cerca de US$ 911 milhões. Juntas, as intervenções - venda de dólar e leilão de swap - somaram US$ 1,261 bilhão apenas ontem. Com mais um dia de ação do BC, a soma de todas as atuações da autoridade monetária já atinge valor estimado em US$ 8,6 bilhões desde o início do período mais grave da crise, em meados de setembro. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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