Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

BC vende US$ 3,2 bilhões ao mercado em apenas um dia

A nova disparada do dólar levou o Banco Central (BC) a fazer duas intervenções no mercado de câmbio ontem. Durante os negócios, o BC ofereceu dólar e contratos financeiros que somam US$ 3,28 bilhões, dos quais US$ 2,059 bilhões foram vendidos aos bancos.

Agência Estado |

Foi o dia de atuação mais forte do BC desde o início da fase mais crítica da crise. Mesmo assim, o dólar fechou na cotação máxima do dia, R$ 2,3120, maior valor desde maio de 2006.

A atuação do BC ocorreu em duas frentes. Na primeira, ofereceu US$ 1 bilhão em dinheiro, em leilão. Nessa operação, os compradores têm de revender os dólares ao BC. Foram vendidos US$ 700 milhões a cinco bancos, com câmbio de R$ 2,30. Eles terão de revender o montante ao BC em 7 de janeiro de 2009 pela cotação máxima de R$ 2,3474.

A taxa de câmbio foi 24% maior que a do leilão anterior, em 26 de setembro. Esse foi o quarto leilão desde que a autoridade monetária anunciou a volta da venda direta de dólares, em 18 de setembro.

A outra atuação ocorreu com a venda de contratos de swap cambial, operação em reais cujo efeito pode ser comparado à venda de dólares. Nesse caso, a oferta foi de até US$ 2,280 bilhões, mas foram vendidos US$ 1,359 bilhão. O swap equivale a uma venda indireta de dólar e é bastante usado por quem precisa se proteger da variação cambial, como bancos e empresas com dívida na moeda estrangeira.

Nessa operação, quem compra os contratos recebe do BC toda a variação do dólar. Se o dólar disparar, a diferença será coberta pelo BC. Os contratos vendidos ontem oferecem proteção cambial até 3 de novembro e 1º de dezembro. Esses acertos não envolvem moeda física e pagam só a oscilação do câmbio, em reais.

Somadas, todas as intervenções do BC (leilões e swap) feitas desde meados de setembro colocaram US$ 4,529 bilhões no mercado. Ontem, no início da noite, o BC anunciou que fará hoje outra oferta de swap cambial, de até US$ 1,990 bilhão. Mesmo assim, o dólar subiu para R$ 2,31.

Emílio Garófalo, ex-diretor da Área Internacional do BC, não demonstrou muita surpresa com a alta da cotação. Para ele, a venda direta da moeda não surte efeito porque os bancos têm poucos reais para comprar dólares. "Há pouco dólar no mercado, mas os reais também estão escassos. Nesse caso, a venda da moeda com compromisso de recompra não resolve o problema."

Ele observa também que a busca de proteção cambial oferecida pelo swap se tem mostrado inferior ao anteriormente imaginado, o que também reduz a eficiência do instrumento. Para o ex-diretor, as cotações só devem ter algum alívio com o início da oferta de dólares com garantia em moeda estrangeira, medida anunciada na noite de segunda-feira pelo BC.

Para começar a funcionar, é preciso que o Conselho Monetário Nacional (CMN) defina as garantias que poderão ser aceitas na operação. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG