SÃO PAULO - O Banco Central (BC) realizou há pouco o segundo leilão de linha desta sexta-feira, operação na qual oferta dólares ao mercado com o compromisso de recompra em data futura. A autoridade monetária vendeu todo o lote de US$ 300 milhões.

A taxa de câmbio de venda foi de R$ 1,827. O leilão teve a cotação máxima de recompra por parte do Banco Central, de R$ 1,839953. Seis propostas foram aceitas.

O BC recomprará as divisas norte-americanas em 23 de outubro, 30 dias corridos após a liquidação financeira da transação realizada hoje, que acontecerá em 23 de setembro.

Há pouco, o dólar comercial era negociado a R$ 1,828 na compra e R$ 1,830 na venda, baixa de 5,18%. No mercado futuro, o contrato com vencimento em outubro negociado na BM & F cedia 3,12%, saindo a R$ 1,832.

Com esse tipo de operação, a autoridade não altera o preço da moeda, mas tenta reduzir a distorção na formação da taxa à vista, que já estava igual ou maior do que aquela praticada no mercado futuro.

Na primeira operação realizada durante a manhã, o BC aceitou duas propostas, vendendo apenas US$ 200 milhões de um total de US$ 500 milhões colocados à disposição. A taxa de câmbio de venda foi de R$ 1,838. O leilão teve a cotação máxima de recompra de R$ 1,851100.

A decisão de intervir na ponta vendedora veio ontem, depois que moeda norte-americana chegou a subir mais de 5% ante o real. No entanto, o BC não contava com essa forte virada de humor nos mercados globais, que resulta em disparada das bolsas e acentuada queda no preço do dólar desde o começo do dia.

Todas as apostas mudaram drasticamente depois que saíram notícias sobre o estudo do governo norte-americano de criar uma agência com diversas atribuições, como a de coordenar o processo de compra, venda e resgate de instituições financeiras, além de concentrar os créditos podres.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, confirmou hoje que o governo estuda um plano para atacar as raízes da crise financeira.

"(Valor Online) "

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