O agravamento da crise financeira internacional fez o Brasil amargar o pior resultado do fluxo cambial em quase uma década. A saída líquida (ou seja, já descontados os ingressos de recursos) de US$ 4,639 bilhões registrada em outubro é o pior resultado obtido pelo País desde janeiro de 1999 - mês da maxidesvalorização do real, quando a fuga de capitais somou US$ 8,587 bilhões.

No mês passado, a saída de dólares do Brasil foi acelerada pelo comportamento mais conservador dos investidores estrangeiros, que se desfizeram de investimentos no Brasil e retornaram os recursos aos seus países de origem. O quadro desfavorável também reforçou o envio de remessas de lucros e dividendos por multinacionais instaladas no Brasil. Por fim, também pesou o resultado mais fraco da balança comercial.

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