A produção industrial continuará a crescer em 2009, embora a taxas notadamente inferiores às que vinham sendo observadas até o terceiro trimestre deste ano, antes do período de agravamento da crise financeira internacional. A avaliação do Comitê de Política Monetária (Copom) consta no relatório trimestral de inflação, divulgado hoje pelo Banco Central.

A autoridade monetária lembra ainda que no momento há incertezas sobre "a magnitude e persistência dos efeitos da crise sobre a indústria como um todo".

O BC citou a expansão de 5,8% da produção industrial no acumulado do ano até outubro e destacou o crescimento de 5,7% na indústria de transformação e de 7,4% na extrativa mineral. "Embora o crescimento da produção industrial no ano ainda se mantenha bastante robusto, dados recentes sugerem que uma desaceleração está em curso", alerta a autoridade monetária.

Na avaliação dos técnicos do BC, os efeitos do agravamento da crise financeira internacional começam a ser sentidos neste trimestre, em especial por setores mais dependentes do crédito, como o automotivo e o siderúrgico, além da indústria de construção civil e da petroquímica.

"Números agregados, aparentemente, repercutem esse fenômeno, por exemplo, o recuo de 1,7% na produção industrial em outubro, na comparação mês a mês, que em novembro pode ser seguido por número semelhante ou possivelmente mais adverso", informou o BC.

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