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BC prevê desaceleração do déficit em conta corrente

Por Isabel Versiani BRASÍLIA (Reuters) - O déficit em transações correntes do país ficou em 2,111 bilhões de dólares em julho, cerca de três vezes acima do registrado há um ano, mas o Banco Central já vê sinais de desaceleração.

Reuters |

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, destacou nesta quinta-feira que o saldo negativo diminuiu na comparação com junho --quando foi de 2,596 bilhões de dólares--, a despeito de julho ser um mês de concentração de pagamentos de juros no exterior e de despesas elevadas com viagens internacionais por conta das férias.

Para agosto, a projeção do BC é déficit de 1,0 bilhão de dólares.

'A expectativa é de que o saldo mantenha essa tendência de desaceleração até o final do ano', afirmou Altamir a jornalistas.

Ele acrescentou que as remessas de lucros e dividendos, que vinham pressionando fortemente as transações correntes em meio à elevação da rentabilidade das empresas no Brasil e um cenário de real valorizado, começam a desacelerar. 'Você remete o lucro que aufere ou o lucro represado, há um limite para isso', argumentou.

As remessas foram de 3,138 bilhões de dólares em julho, frente a 2,103 bilhões de dólares há um ano e 3,396 bilhões de dólares em junho.

No acumulado do ano, as remessas totalizam 22,131 bilhões de dólares, ante 11,910 bilhões de dólares no mesmo período de 2007.

Esse crescimento foi determinante para a escalada do déficit em transações correntes este ano, que surpreendeu o mercado e o próprio Banco Central.

As despesas líquidas com viagens somaram 838 milhões de dólares em julho, maior valor mensal da série do BC. Há um ano, essas despesas foram de 415 milhões de dólares.

De janeiro a julho, o déficit em transações correntes totalizou 19,512 bilhões de dólares, o maior para o período desde o início da série, em 1947, e já pouco abaixo do déficit estimado pelo BC para todo o ano --de 21 bilhões de dólares.

INVESTIMENTOS

Os investimentos estrangeiros diretos no país recuaram em julho na comparação com o mesmo período do ano passado --de 3,613 bilhões para 3,240 bilhões de dólares.

Para agosto, no entanto, a projeção do BC é de que os investimentos diretos alcancem 5,2 bilhões de dólares, ante 1,979 bilhões de dólares há um ano.

O volume foi influenciado neste mês por uma operação no setor de mineração no valor de 3 bilhões de dólares, segundo Altamir.

Os investimentos em ações e títulos de renda fixa totalizaram 4,615 bilhões de dólares, frente a 7,570 bilhões de dólares há um ano.

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