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BC põe R$ 13,2 bilhões no mercado

Em meio à crise financeira internacional, o Banco Central decidiu ontem liberar R$ 13,2 bilhões para o sistema financeiro. Duas medidas farão com que bancos tenham de recolher menos recursos na forma de depósito compulsório ao BC.

Agência Estado |

A decisão vai aliviar o caixa das instituições que têm encontrado dificuldade para captar recursos no mercado. Em nota, a autoridade monetária diz que o objetivo da medida é "preservar" o sistema financeiro e tem "caráter pontual".

Há algumas semanas, analistas alertam que os bancos têm tido maior dificuldade para captar recursos. Com a crise dos EUA, instituições não têm conseguido obter recursos com facilidade porque quem detém o capital prefere investir em opções consideradas mais seguras, como títulos da dívida americana. Diante do quadro, rarearam as captações no exterior e as operações no Brasil estão cada vez mais caras.

Para evitar a contaminação pela crise, o BC anunciou duas medidas para "preservar o sistema financeiro nacional dos efeitos da restrição de liquidez que vem sendo observada no sistema financeiro internacional". A decisão foi tomada menos de uma semana após o BC ter voltado a vender dólares para aliviar a falta da moeda no mercado brasileiro.

A primeira medida anunciada ontem, de efeito mais imediato, vai liberar R$ 5,2 bilhões que deveriam ser transferidos ao BC na forma de compulsório adicional. O compulsório é uma regra estabelecida pela autoridade monetária para controlar o volume de dinheiro no mercado. Os bancos devem manter no BC 45% dos depósitos à vista, 15% dos depósitos a prazo e 10% da poupança.

Além disso, eles têm de recolher 8% extras sobre o dinheiro das contas correntes e depósitos a prazo e 10% da poupança. As instituições podem, no entanto, descontar R$ 100 milhões desse recolhimento extra. Ontem, o BC triplicou o desconto para R$ 300 milhões. Isso quer dizer que os bancos que têm de recolher até esse valor passam a ficar isentos do repasse adicional. A medida beneficia principalmente bancos pequenos e médios. Nessas instituições, o alívio poderá ser visto no caixa já a partir de segunda-feira, dia 29, quando a decisão entra em vigor.

A segunda decisão adia o cronograma para recolhimento do compulsório sobre depósitos de empresas de leasing. A medida joga para o início de 2009 o recolhimento de mais R$ 8 bilhões, que ficarão nos bancos.

O compulsório sobre depósitos das companhias de leasing foi anunciado em janeiro como medida para reduzir a oferta de recursos no mercado. O recolhimento aumentaria progressivamente até janeiro. Agora, com a falta de dinheiro disponível, o calendário será atrasado em dois meses. Nesse caso, a decisão favorece grandes bancos, geralmente os que mais recebem depósitos das companhias de leasing, muitas vezes integrantes do grupo.

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