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BC pode voltar a subir os juros, diz ata do Copom

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de outubro, divulgada nesta quinta-feira, afirma que os diretores do Banco Central entendem que a consolidação de condições financeiras mais restritivas poderia ampliar os efeitos da política monetária sobre a demanda e, ao longo do tempo, sobre a inflação.

Agência Estado |

 

No encontro que aconteceu no dia 28 e 29 de outubro, o comitê decidiu por unanimidade interromper o ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa Selic em 13,75% ao ano.

A taxa Selic é o juro básico da economia brasileira. No mesmo trecho do documento, os membros do Copom sinalizam que a volta do aperto monetário não está descartada, ao defenderem que a política monetária deve atuar "na medida em que o balanço de riscos para a dinâmica inflacionária assim o requerer, por meio do ajuste da taxa básica de juros, ainda que não necessariamente de forma contínua."

No texto, os diretores afirmam que a atuação da autoridade monetária ainda pode ser necessária para reduzir eventuais descompassos entre demanda e oferta e para evitar que pressões isoladas sobre os índices de preços levem à deterioração das expectativas para a inflação.

Os diretores declaram que diante dos sinais de aquecimento da economia, no que se refere ao mercado de trabalho, utilização da capacidade da indústria e expectativas de inflação, "continuam sendo relevantes os riscos para a concretização de um cenário inflacionário benigno, no qual o IPCA voltaria a evoluir de forma consistente com a trajetória das metas. Nesse trecho, os diretores admitem que o cenário desfavorável para a inflação ainda se manifesta nas projeções do mercado.

Como nos documentos anteriores, o texto reafirma que "a persistência de descompasso importante entre o ritmo de expansão da demanda e da oferta agregada continua representando risco para a dinâmica inflacionária." O texto diz ainda que a trajetória esperada dos gastos domésticos em consumo e investimentos tornou-se mais incerta.

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