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BC não pretende tolerar taxas de inflação mais altas, diz Meirelles

RIO - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, voltou afirmar que a autoridade monetária não pretende tolerar taxas de inflação mais elevadas, o que, segundo ele, seria uma forma de ajuste entre oferta e demanda desorganizadora e problemática.

Valor Online |

 

"Já tivemos essa experiência no Brasil. Então não existe, em última análise, a médio e longo prazos, essa alternativa de tentar manter indefinidamente um desequilíbrio via simplesmente aceitar inflações mais elevadas", afirmou ao participar do seminário Grau de investimento, um novo ciclo para o Brasil, organizado pela Associação de Bancos no Estado do Rio de Janeiro (Aberj) e Sindicato dos Bancos do Rio de Janeiro (Sberj).

Meirelles falou também do custo do ajuste para trazer as taxas de inflação para patamares próximos da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 4,5% para 2008 e para 2009. Segundo ele, uma maneira de trazer as taxas para o centro da meta seria o BC ordenando as expectativas de inflação.

O presidente do BC explicou que quando existe um desequilíbrio entre oferta e demanda que não seja sustentável, há duas formas de ajustes: "uma organizada, com a política monetária conduzida pelo BC, e outra descontrolada, com inflação." Para ele, "não existe a alternativa de deixar esse desequilíbrio (oferta/demanda) indefinidamente."

Meirelles citou o comentário feito ontem pelo ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e atual presidente do Banco Central de Israel, Stanley Fischer, que disse que deixar a inflação sem controle traz efeitos perversos sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o presidente do BC brasileiro, a inflação não leva a maior crescimento econômico. Pelo contrário, Meirelles destacou, em sua apresentação, que a inflação sob controle significa maior previsibilidade, o que reduz a taxa de retorno exigidas pelos investidores, aumenta os prazos e leva a um volume maior de investimentos.

Meirelles ressaltou ainda que além do canal de transmissão de crédito, a política monetária tem um canal importante nas expectativas de mercado. Essas expectativas são usadas como parâmetros para formação de preços para a sociedade. Ele argumentou ainda que o aumento dos juros estimula a poupança.

(Com informações do Valor Online e Agência Estado)

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