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BC não precisa provar nada para ninguém, afirma Meirelles

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, reiterou, há pouco, a autonomia do Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic."Engana-se quem pensa que possa haver mudanças nessa orientação.

Valor Online |

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, reiterou, há pouco, a autonomia do Comitê de Política Monetária (Copom) nas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic."Engana-se quem pensa que possa haver mudanças nessa orientação. Não houve e não haverá." Avaliando críticas e palpites a respeito da decisão de amanhã do Copom sobre a Selic, que atualmente vale 8,75% ao ano, Meirelles afirmou que"existem por aí muitas peças de ficção". Segundo o ministro, o Banco Central (BC)"não precisa provar nada para ninguém". Ao dar posse ao novo diretor de Assuntos Internacionais, Luiz Awazu Pereira da Silva, Meirelles disse, em discurso, que cada membro da diretoria colegiada age e"vota no Copom de forma absolutamente autônoma". "O que existe é uma decisão técnica, individual", continuou Meirelles, ainda em referência sobre as decisões de cada um dos diretores no Copom. Repetindo que o Copom atua sob critérios estritamente técnicos, Meirelles lembrou que o colegiado atua sob autonomia operacional concedida pelo Presidente da República e suas decisões seguem uma"metodologia técnica, rigorosa, sempre focada no arcabouço da inflação. O que tem levado a uma trajetória de resultados de sucesso." O presidente do BC reafirmou que tal conduta independente foi fundamental para que o Brasil passasse rapidamente pela crise. "A inflação tem estado na meta nos últimos anos graças à ação do BC. O Banco Central tem assegurado não só a trajetória dos preços sob controle como evitado surpresas e incertezas inflacionárias para o futuro", disse. Ao novo diretor, Meirelles destacou que"o que vale é o reconhecimento da população"pelo trabalho de guardião da moeda. Em tom de brincadeira, Meirelles disse em seu discurso que tal função de defensor da moeda leva o presidente do BC a ser considerado um ativo eleitoral. Vale lembrar que durante alguns meses Meirelles estudou a possibilidade de retomar a carreira política, já que, antes de ser convidado para o comando do BC, ele tinha sido eleito deputado federal em Goiás. As pretensões acabaram no mês passado, quando Meirelles atendeu ao pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ficar no comando da instituição. Já o novo diretor, egresso do ministério da Fazenda, prometeu que agirá com firmeza e o vigor necessário para combater a inflação. (Azelma Rodrigues | Valor)
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