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BC muda posição e começará a vender dólares em leilão

O Banco Central tomou a decisão de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra no mercado futuro, anunciou hoje o presidente da instituição, Henrique Meirelles, em Nova York, onde participou de reunião no Federal Reserve (Fed, banco central americano) distrital e de encontro com investidores internacionais. O objetivo da ação do BC, disse Meirelles, é corrigir distorções de liquidez no mercado.

Agência Estado |

Segundo Meirelles, a crise internacional é "séria e não está debelada". O presidente do BC destacou que o Brasil tem mais de US$ 200 bilhões em reservas líquidas e mais de US$ 20 bilhões em operações de swap cambial reverso, "o que reforça posição das reservas". "O BC está monitorando a liquidez permanentemente", destacou.

O presidente do BC acrescentou que "a liquidez continua normal em reais, com bom funcionamento da economia brasileira". "Agora, existe, não há dúvida, uma questão de liquidez em dólar nos EUA, que é o grande provedor de dólares, e isso se reflete nas linhas interbancárias de dólares", afirmou. "Em função disso, o BC reagiu e tomou a decisão hoje de promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura. Isto é, o BC vai prover liquidez", afirmou Henrique Meirelles, durante entrevista no Consulado Geral do Brasil em Nova York. Meirelles disse que os detalhes sobre os leilões serão divulgados ainda hoje.

Cotações

No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado nos contratos de liquidação à vista fechou cotado hoje a R$ 1,93, em alta de 3,71%, após disparar e atingir a taxa máxima de R$ 1,96 por volta 15h30.

No mercado interbancário de câmbio, no qual as negociações ainda estão em curso (até as 16h30), o dólar comercial era negociado a R$ 1,93 às 16h22, em alta de 3,32%. A moeda chegou a ser negociada a R$ 1,962 no meio da tarde, em alta de 5,03%, na máxima registrada hoje. Ontem o dólar havia fechado a R$ 1,868. É o quarto dia seguido que a moeda registra forte alta, por conta da crise de confiança no sistema financeiro americano após as notícias de quebra de bancos tradicionais, desde o final de semana.

Na semana passada, o Banco Central brasileiro ainda realizava leilão de compra de dólares. O último foi no dia 10, quando a taxa de corte das propostas ficou em R$ 1,7812.

Histórico

A última vez em que o Banco Central vendeu dólares em leilão foi em 27 de fevereiro de 2003. Na época, a autoridade monetária realizava ofertas de venda da moeda no mercado à vista com compromisso de recompra dos dólares no mesmo mercado à vista. Na última operação, a oferta do BC previa venda de até US$ 200 milhões. Feitas as propostas, no entanto, o BC aceitou vender US$ 92 milhões, com taxa de corte de R$ 3,6535 por dólar.

Conforme edital do leilão de dólar realizado em 27 de fevereiro de 2003, a moeda norte-americana só poderia ser vendida aos bancos que aceitassem a oferta conjugada com a venda posterior em montante idêntico ao adquirido na ocasião. Dessa forma, a cada US$ 1 comprado do BC, o banco tinha o compromisso de vender ao BC quantidade idêntica em período posterior, preestabelecido no leilão. Na última oferta, a revenda aconteceu 27 dias corridos após a compra.

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