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BC marca para segunda-feira 1º leilão para financiar comércio exterior

SÃO PAULO - Está marcado a para a próxima segunda-feira o primeiro leilão de dólares das reservas internacionais destinado exclusivamente ao financiamento do comércio exterior. A medida foi anunciada hoje pelo presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

Valor Online |

Segundo ele, poderão comprar dolares nestas transações todas as instituições financeiras autorizadas a operar no mercado de cambio brasileiro. No primeiro leilão, esses bancos terão que dar como garantia títulos da dívida externa soberana brasileira (os títulos do tipo Global). Nos seguintes serão aceitos títulos de dívida outros países, desde que tenham classificação de risco mínima de A, além de operações de ACC e ACE.

O custo dos empréstimos será corrigido pela taxa Libor, adicionada de um spread a ser definido durante os leilões.

Meirelles informou que o Banco Central irá fiscalizar o direcionamento efetivo dos dólares para o financiamento do comércio exterior por meio de um acompanhando da movimentação das linhas de crédito bancárias. Ele explicou que o volume de contratos de ACC vendidos por um banco tem que ser, no mínimo, igual ao volume de dólares contratado no leilão. O presidente do BC disse também que o não cumprimento do direcionamento estará sujeito a "punições cabíveis", embora não tenha detalhado quais serão essas penas.

Ele disse ainda que não há limite estabelecido para as operações que, assim como a periodicidade dos leilões, acompanhará a demanda das empresas. Meirelles garantiu, no entanto, que as reservas internacionais brasileiras cobrem "com folga" essa necessidade. Atualmente, o país tem reservas de mais de US$ 200 bilhões.

Com relação aos leilões de linha vinham sendo realizados - que englobam venda à vista de dólares pelo BC, com garantia de recompra futura -, Meirelles afirmou que eles estavam causando efeitos colaterais no sistema financeiro, já que os bancos tinham que desembolsar reais para comprar os dólares, comprometendo sua liquidez em moeda local. Entretanto, ele não descartou a hipótese de que esse leilões voltem a ocorrer.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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