Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

BC: juro bancário subiu com alta do custo e spread

A combinação do custo de captação mais elevado com o aumento da margem cobrada pelos bancos gerou a alta do juro nos empréstimos no mês passado. A avaliação foi feita pelo chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes.

Agência Estado |

A despeito da alta dessas taxas, o volume de empréstimos continua crescendo.

Em junho, o juro médio cobrado nos empréstimos para famílias e empresas subiu pelo segundo mês seguido, de 37,6% em maio para 38%. Segundo Altamir, o aumento da taxa básica de juros, a Selic, iniciado em abril deste ano, determinou parte desse avanço, já que a alta do juro básico eleva o valor pago pelos bancos para captar recursos que serão, posteriormente, emprestados ao mercado. Desde abril, a Selic subiu 1,75 ponto porcentual para os atuais 13% ao ano.

Outro fator que pressiona as taxas é a elevação do spread bancário (diferença entre as taxas de captação e de empréstimo dos bancos). Em junho, esse número aumentou nas operações para as pessoas físicas, passando de 33,5 pontos porcentuais para 34,7 pontos entre maio e junho. Segundo ele, esta elevação decorre do movimento de mercado que tem favorecido operações com spreads maiores, o que influencia a média geral.

Inadimplência

Sobre a inadimplência, Altamir diz que não há motivos para preocupação. A despeito do alerta feito por uma série de analistas que chamam a atenção para a possibilidade de aumento dos atrasos no pagamento em meio à escalada da inflação, o chefe do Departamento Econômico do BC diz que os números "não mostram nada de novo". "Continuamos a ver crescimento do crédito com inadimplência estável e prazos mais longos", diz.

Segundo o BC, a taxa de inadimplência nas operações de crédito do sistema financeiro caiu de 4,3% em maio para 4% em junho. Nas operações para as pessoas físicas, a inadimplência caiu de 7,4% para 7%, entre maio e junho e, nas operações voltadas às empresas, o porcentual de parcelas em atraso caiu de 1,8% para 1,7%, em base mensal.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG