Os membros do conselho de política monetária do Banco do Japão (BOJ, o banco central japonês) estavam mais preocupados com os riscos negativos à economia do país no mês passado do que com os riscos inflacionários, mostrou a ata do encontro de definição de política monetária em junho, divulgada hoje. Naquele encontro, o BOJ decidiu manter a taxa básica de juros no Japão em 0,5% ao ano.

Devido à lentidão no aumento dos salários, alguns membros também observaram que a elevação dos preços do petróleo e de matérias-primas (commodities) ainda não produziu uma segunda rodada de efeitos inflacionários no Japão. "Alguns membros disseram que, na situação atual da economia do Japão, diferente do caso de algumas economias com demanda vigorosa e forte pressão de alta nos salários, o banco deve se concentrar mais nos riscos negativos ao crescimento econômico do que nos riscos de alta da inflação", mostrou a ata da reunião realizadas nos dias 12 e 13 de junho.

O banco central japonês tem mantido uma postura neutra em relação à taxa básica de juros, dado que sinais divergentes - desaceleração da atividade econômica em meio à elevação dos preços - deixam a autoridade monetária de mãos atadas sobre o juro. Porém, a ata mostrou que um membro previu a necessidade de ajustar a política assim que certas condições aparecerem. Em meio às pressões inflacionárias globais, o BOJ "deve adotar uma abordagem gradual e antecipada" ao confirmar que a economia doméstica está em um nível de crescimento sustentável com estabilidade de preço, disse um dos membros, de acordo com a ata.

O conselho manteve a visão cautelosa sobre a economia dos Estados Unidos, afirmando ser incerto quando e como "o ciclo de respostas negativas entre mercados financeiros, preços de ativos e atividade econômica" irá desaparecer. As informações são da Dow Jones.

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